segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Finalmente :-)


















Um maiúsculo BEM HAJA aos trabalhadores da Câmara Municipal de Gaia e a quem quer que esteja por detrás da ordem de limpeza das praias da nossa Gaya.
É verdade que o dinheiro e as estatísticas movem montanhas, mas a auto-motivação é sempre o mais eficaz dos combustíveis (não-poluentes).


“– É para o jornal, menina?” – Pergunta um deles com um sorriso aberto, enquanto depositava plásticos num camião.

“– Não, é para um blogue.” – Respondi, quase assertiva.

“– Se alguma vez na vida pensei vir a ouvir tal coisa!…” - Exclama outro, do areal, quando eu já me afastava.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Homenagem à Rosinha"

A pedido da Néné, que a conheceu pessoalmente na E.B.2/3 de Vila d'Este, e porque SIM.



Se eu morrer de manhã

abre a janela devagar

e olha com rigor o dia que não tenho.



Não me lamentes. Eu não entristeço:

ter tido a noite é mais do que mereço

se nem conheço a noite de que venho.



Deixa entrar pela casa um pouco de ar

e um pedaço de céu

- o único que sei.



Talvez um pássaro me estenda a asa

Que não saber voar

foi sempre a minha lei.



Não busques o meu hálito no espelho.

Não chames o meu nome que eu não venho

e do mistério nada te direi.



Diz que não estou se alguém bater à porta.

Deixa que eu faça o meu papel de morta

Pois não estar é da morte quanto sei.



Rosa Lobato de Faria



domingo, 31 de janeiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Homem que caminha























No que pensará aquele homem que caminha? Na vida, na morte? Terá projectos? Saudades?
Por que andará sozinho, como eu - vezes que já perdi a conta?
"Areia não rima com lixeira…? Ou “e eu, como vim parar a esta praia?”
Será, assim, vago o meu vulto ao longo deste areal de plásticos-outrora-domésticos, como se Mar não fosse Casa?
Parecerei, assim, livre e alienada aos olhos dos que julgam que me vêem de longe?
Caminhamos numa praia que é de restos de espelhos.
Mais uns passos e… Afinal, é o meu pai :-)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

sábado, 23 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Let's

Reflectir. Porque Natal e Carnaval são todos os dias. Porque “nada se cria, nada se perde”, tudo se interliga. Porque umas pessoas parecem que se vão, mas ficam mais do que nunca. Porque outras parece que aparecem, mas sempre estiveram. Porque eu posso renascer sempre que eu quiser, mas preciso de rituais. Porque eu sou um ser humano e esta noite vou usar cuequinha cor-de-rosa nova, sim senhoras e senhores… Porque, embora a minha vida apenas comece aos 38 - o mais tardar - eu já ressuscitei há milénios. E 2010 não será um ano qualquer, nem mais um ano. E não é para se ter medo dos relâmpagos, nem dos ventos, nem dos movimentos das placas tectónicas. É, repito, para se sorrir em tempo real. Que é [o tempo que fazemos].
Agora, sim, “let’s dance!”...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

sábado, 26 de dezembro de 2009

sem título

Simon est mort
Simon está muerto
Simon is dead

e não terá sido inédito: leucemia rimou com pneumonia
enquanto ele ia; todavia, não devia, que bem o sabia
porque a saudade da companhia certa faz, por vezes, tocar à campainha errada
e parecem meras letras escritas em cima da cabeça,
porém é essa a ilusão

e os corrompidos até poderão esfregar as mãos pelo seu pretenso silêncio
e o cabelo dela ainda ondular no ar depois desse gesto hierático
– como um berilo –
e até o teclado apoderar-se do pó e da cinza,
mas é a saga da ilusão
porque os corrompidos não entenderam que o seu rouge é de longa duração
(como as pilhas de alguns gatos)
assim como não compreenderam que
a liberdade foi a prenda que ele se ofereceu neste Natal
e a ela
uma liberdade por embrulhar
por ser [demasiado exacta]
daquelas que aliciam a continuar jornadas
(na sua pretensa ausência)
para que ela acreditasse na presença deles
e na nossa
bem como nestas palavras

: que ele sempre soube que ninguém precisava de ninguém para se proteger,
mas havia palavras por dizer que foram ditas
– como águas-marinhas –
palavras que fizeram vidas
e mais palavras que atestaram outras
que irão continuar
e agora
Simão morreu,
mas não é a morte:
“é a vida!”
e a vida não é [Coisa] para chorar


Suzana Guimaraens

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

:-)
























A Rita foi das minhas primeiras bonecas.
Há dias partiram-lhe, sem querer, o braço esquerdo, mas já está como nova e com uma cicatriz para contar a história.
A estrela de latão fui eu que a fiz para enfeitar a toca. Só me sobraram mais duas; mas, no conjunto, é mais do que o suficiente.
Nesta quadra, a Rita chama-se Mãe do Mundo e a estrelinha é a sua mensagem que nos diz que não precisamos de ter frio, nem ter esperança - apenas [deixar] a alma sorrir em tempo real.
Felizes [todos os] dias...

domingo, 20 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"Oui, c'est moi..."

Pois...

Também peço cada coisa :o)

Poemas com a palavra "pedra(s)"! Tssddt! Como se as pessoas não tivessem mais nada para fazer...
Como se alguém viesse a este blogue perder tempo! *Ai ai*

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Precisa-se

Precisa-se de "poemas com pedras" para aqui:

http://www.pedrassuspiram.blogspot.com/


Aberto o casting a partir de... Agora :-)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Perco a coragem

- Preciso expandir-me, aperfeiçoar-me...
- O Universo também.
- ... mas, por vezes, perco a coragem...
- Assim, o Universo também perde.
- E quem sou euzinha para influenciar o Indescritível?
- És um coração dentro de um coração dentro do coração de um só Organismo - o teu - que se quer maior e mais perfeito.
- "Assim na Terra como no Céu"?
- Sempre assim foi - mas parece que, por vezes, perdes a coragem, como se ainda houvesse tempo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O meu namorado























É forte e salta do 3º andar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Gosto de...

















Árvores, Céus e Pássaros.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Marcadores de Livros






















Cada um é uma Coisa única (sim: desenhado e pintado à mão).
Cada um custou-me cinco euros (sim: perdi a cabeça).

Mas há mais, muito mais, para além de marcadores. Para vosso deleite - simples! - basta ir à casa ao lado.


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Para Vós




















(Tirada em Tomar)

Fim?

Fim? Não, obrigada.

Felicidade? Sempre que quisermos.


Abraç*-Vos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Transformação, talvez.























(Perto da "minha" Praia)

Há que dizê-lo: mesmo em criança nunca fui muito nessa coisa de "finais felizes". Não por não aceitar a felicidade enquanto conceito e realidade tangível; mas porque a existência de um princípio, bem como a de um fim, nunca tiveram o sentido profundo que buscava.
Faltava sempre, sempre qualquer coisa... E o antes e o depois? Sendo que, haveria um "antes" e um "depois"?
Terão os heróis sido privados do seu direito à involução ou à evolução, apenas porque alguém decretou um Era uma vez... e um ... e viveram felizes para sempre?

Mas, falemos de transformação e: talvez! Não à guisa de Alfred Hitchcock, Antoine Lavoisier ou à de alguns físicos quânticos. À minha guisa, mesmo, com todos os meus arcaismos, paradoxos e bancos vazios.

Até sempre.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Palavras de um Sábio

"Os cabelos brancos são mais fortes e mais indisciplinados."

Hugo Guimarães


Confirmo-o empiricamente: vejo-os a aparecer todos os dias e aprecio, serena e orgulhosamente, esta indisciplina e força crescentes...
"Quem sabe, sabe!"

Ritual


















Gosto de dançar ao som do vento e do crepitar do fogo.

Intuição

"O conhecimento intuitivo possui um carácter de certeza que levou Espinosa a considerar a ciência intuitiva como a mais alta forma de conhecimento."

C. G. Jung


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Porto... Somos Nós ;-)

























(Montagem de Bambi com coordenação gráfica de Néné)

Para a Néné e para o Bambi























Está viva! Ela e nós.
Não sei se vos tinha dito, mas gosto delas vivas, de raiz na Terra e pétalas no Ar.

Bem hajam... Porque convosco a vida é mais Vida.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Mas que coisa!!..."



Um logotipo feito por mim, ainda no século passado (em 1999, para ser mais precisa), assim assumido como sendo da autoria, nem sem bem de quem... Assim usurpado, assim manipulado, assim, simplesmente, roubado...

I'm "spokeless", que é o grau acima de speechless... E daí, talvez não: falta de honestidade intelecutal e de criatividade não devia dar prisão, não; deveria dar queda de dentes, de cabelo, crescimento súbito do nariz e de orelhas de burro hirsutas e carracentas e, já agora, impotência perpétua.
*suspiro*

Pronto! Já me sinto um pouquinho melhor...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tal fora, tal dentro






Terá a castanha consciência de que um dia fora una com o ouriço - veludo e espinhos?


sábado, 24 de outubro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Para Z

Mulher do olho de vidro, punhas de molho o olho e os teus remorsos, em água choca, num copo de vidro, para adormeceres com um buraco, como um buraco, imenso e disforme, tu e o vidro – e mais ninguém. E foi só para ver se morreste – e não por bem – que fui ao teu funeral – com mais ninguém. Leva contigo o meu inferno, onde hás-de arder, devagar e de mansinho, por decreto meu e de toda a tua família – que sente nojo, sim, mas só do olho, pobrezinho! – E, ainda meia cadáver e já em brasa, o teu olho há-de saltar e eu logo o hei-de apanhar para brincar aos berlindes da varanda do 7º andar da minha nova casa…

Para Q?

Para que serve uma boca
que não fala?
Para que serve um corpo
que não se sente?
Para que serve um talento
que não se materializa?
Para que serve um olho - sempre aberto -
que não (se) vê?

domingo, 11 de outubro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

Or-acções

- Dada?

- Sim?

- Faz alguma diferença eu não pedir recibos no multibanco pensando poupar árvores, não usar sabonete líquido pensando evitar fazer-se mais plástico, usar lâmpadas económicas e retirar os carregadores das fichas e...

- Sim, toda.

- Toda?

- No teu universo que, afinal, é o universo de todos.

- Mas sinto-me alienada, ridícula, até, ao empenhar-me em gestos tão insignificantes, que mais me parecem perdidos...

- Os teus gestos simples são orações acompanhadas de acção.
São or-acções que brotam do teu coração, do coração do Planeta - que tu anseias apaziguar - e do âmago do próprio Cosmos.
Todos esses corações são um e o mesmo Coração em diferentes escalas, para onde se dirigem os teus actos, apenas nas tuas palavras, perdidos... Limpando, curas. Curas-te.
O Coração apenas Um: n a d a l h e s c a p a.

(silêncio)

- Dada?

- Sim?

- Este "Nosso" Coração sente que as or-acções são ainda muito poucas...

- "Ainda". Mas até uma grande epopeia começa com apenas uma pequena, quase perdida, palavra...

Para Ti

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pedras Vivas







Vi-as e, iria jurar, elas a mim.
É daquelas coisas que gostaria de ter sido eu a almar...

domingo, 4 de outubro de 2009

Porquê o porquê?

Porque é que os nossos pais não fazem perguntas e só os filhos é que as têm de fazer? Porquê?”

E por que é que não podemos ser nós a partilhar as “respostas”, mesmo sem que tenham de nos fazer as perguntas de que estávamos à espera? (E “nisto” não há idades, sabes bem.)

Por que razão é que não podemos abrir a boquinha sozinhos e desentupir as palavras que nasceram para ser soltas? Por que razão preferimos viver entupidinhos, agarradinhos a esse misto viciante de revolta e pena de nós próprios?

E por que, por outro lado, somos tão espertinhos ao dizermos tantas outras coisas que nunca pediram para ser ditas, que tanto magoam e expõem os outros, e não dizemos, com a mesma naturalidade e secura, aquilo que é urgente que se saiba de nós? Aquilo que, realmente, nos libertaria? Mesmo sem que tenham que nos fazer as perguntas certas na hora certa? Os nossos pais, os nossos amigos, os nossos companheiros, os nossos psicólogos e, porque não, todos os outros não-nossos?

“Como foi o teu dia?” “Viste algo de diferente hoje?” “Foste ao cabeleireiro?” “Quer dançar?” “És feliz?” “Como te sentes?” “Precisa de ajuda?” “O que precisa, ao certo, para se sentir bem?” “O que queres que eu te faça agora?” “Alguém te fez mal?” “Que mal te fizeram?”…

Por que é que os outros têm de ter o valor de adivinhar o valor de uma pergunta? E nós, o desvalor de não conseguirmos formular as nossas próprias questões e de dizermos o que precisamos, mesmo tendo o cérebro, o aparelho fonador e todos os dedos operacionais?

Teremos medo por sabermos que as coisas jamais voltarão a ser o que eram depois da verdade partilhada? E a responsabilidade ser nossa, apenas por não terem sido os outros a perguntar? Ou preferiremos viver com e nos nossos segredos e cruzes de estimação, por sermos incompetentes para vivermos de outra forma? E por que haverá tantas questões a fazer sobre as perguntas… ?

Mas, olha: a resposta é "Sim". Não à pergunta que fizeste, mas a outra que nem chegaste a formular: se conseguimos descarregar os outros dos seus dramas que os impedem de fazer as perguntas...

Porque, no fundo, era isso, não era? Porque, no fundo, tu sabes e eu sei que quem não formula as perguntas também tem o seu tumulto de dramas e rol de perguntas por responder.

Sim, a resposta é, incondicionalmente, afirmativa. Podemos ajudar quem não sabe ou não quer fazer perguntas - apenas dando o exemplo: descarregando os nossos próprios dramas sem que tenham de nos fazer as perguntas “certas” na hora certa. Demasiado simples? Admito.

"A questão é" se queremos descarregar o fardo. Se sentimos necessidade de mudar e de deixar cair devagarinho os nossos segredos e as nossas cruzes, enquanto deixamos crescer algo que nos torna, assustadora e irremediavelmente, diferentes, mais leves, todavia, maiores. Essa insustentável liberdade e essa incomensurável coragem de assumir a Resposta.

E pode nem ser por palavras, tudo preto no branco. Pode até ser desenhando, pintando, cantando, fotografando, dançando, um "ando" qualquer, desde que a resposta vá surgindo…

Mas, quereremos? - Que, afinal, também não passa de um ponto de interrogação. Mas, desta vez, um que colocamos apenas a nós mesmos. Porque é em nós que tudo começa e tudo acaba. Mesmo que não tenhamos começo nem fim.

E, já agora, como te sentes?

Vamos dançar?...

E depois, tu

E depois, tu

Por uma força qualquer no arco das ramadas,
aprendi a iludir a insónia
com voltas muito certas de massa folhada ou bilros
e a não deixar a fruta sucumbir.

Por uma força qualquer no rigor da sombra,
habituei-me ao desenho das rotundas
e ao papel do vento nos relógios.

Aceitei por fim uma certa forma de medir o sal,
de pesar o medo, de não desconfiar do silêncio das portas
ou da firmeza dos cabides.

Havia uma regra, uma força qualquer no arco das ramadas
e no rigor da sombra.

E depois, tu.


David Fernandes


Pelo "rigor" de certas coisas...

domingo, 27 de setembro de 2009

Ouro, sim.





















O Seu Olhar Dourado e o Seu Coração Dourado captaram um momento Dourado.
Só quem está conectado ao Ouro compreende o Ouro. Não o ouro de mina que mina, não. É Ouro de cima, que contagia e amplia, que jamais oxida. Não é: "é a vida!" (vidinha de mineiro...) - é Vida! É o Filão. O derradeiro contacto.
Que se expanda, pois, o Ouro no tempo e no espaço. Que estes momentos dourados reverberem através de nós, até ao âmago dos outros seres - que também se querem dourados - e se convertam em mais do que meras orações e minutos esparsos. Que a alquimia aconteça entre campos de trigo, mergulhos ao pôr-do-sol, filas de trânsito...
Asas para quê?! Se já somos? Se, assim mesmo, voamos cada vez mais alto? Se, assim mesmo, ofuscamos cada vez mais? Se, assim mesmo, é que vale mesmo a pena?

"Que assim seja." Assim já é.

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