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sábado, 14 de agosto de 2010

Profagrado Sagrano





Quando se anda pelo Andanças - entre os pés confortavelmente calçados e os descalços, com tatuagens da Malásia ao Equador, pintados com pó d'ali mesmo; com os nossos cabelos lavados naquele dia, a roçar nas rastas e nas tranças, querendo, sem saber, prender-se aos brincos de madeira e osso, aos colares de macramé com sementes e pedras, aos chapéus de Merlim (agora até orelhas-de-elfo cresceram em alguns) - os nossos pés não conseguem parar de andar, dançando, balançando, marchando, mesmo com bolhas; e ali, naquele saudável cansaço, se reformula, ainda que por escassos e esparsos minutos, o nosso modo de andar - o dos pés? - que durante todo o ano, rotineiramente calçado em horários à tabela, esmaga pouco mais do que cimento, calçada, tijoleira, asfalto...

Quando se anda pelo Andanças, a alma centenária dos carvalhos dá-nos sombra e alento para mais duas ou três oficinas de dança, de Yôga, de massagens, de passeios inesperados por poços azuis e outras paragens em redor (cada vez menos secretas).

Quando se anda pelo Andanças, antes da irmã Lua, solenemente, render o irmão Sol - e sem que ambos cheguem a dançar uma só mazurka nocturna (como qualquer um dos comuns-andantes-mortais que iluminam) - preparam juntos, num conferenciar cúmplice, efemeramente eterno, a abertura dos bailes. E "ai de quem" pare de andar, num palco ou de palco-em-palco, em busca da cadência que mais se sintoniza com a do seu coração... Os andantes partilham, então, as danças e contradanças que aprenderam durante o dia, ao som do quase-voluntariado das bandas de tanta banda, e de todos os técnicos, que também por ali andam, tantas vezes sem perceber porquê (porque a cultura em Portugal, meus amigos, parece que tende a ser cada vez mais de graça, porque - não sei se sabem - os artistas "vivem de ar e vento" ...)

Entretanto, fraternamente, os carvalhos afagam-nos a tenda para o regresso; devem estar "desertinhos" por ver-nos dali para fora; porém, é com zelo que se cumprem, ano após ano, cada vez com mais andantes, cada vez correndo mais riscos...

À semelhança do Universo, o Andanças expande-se...
Agora, andantes com valores mais dissolvidos em informação, que raramente têm tempo para a converter em sabedoria, sempre curiosos, sempre ávidos de estímulos, de mais uma experiência, chegam tão depressa como vão. Sacralizando ou profanando, o que outrora, fora de tão poucos. Se é bom ou se é mau - os carvalhos centenários, concerteza, sentirão melhor do que eu...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

quarta-feira, 2 de setembro de 2009


















(Carvalhais - S. Pedro do Sul)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"Chegámos à Lua... E agora?"


Esta foi a fotografia possível de um anel chamado "Chegámos à Lua... E agora?" que encontrei, por feliz acaso, na feira medieval de Santa Maria da Feira.
Um anel para usar, para contemplar, para sentir...? Não cheguei a uma conclusão - seria para chegar? - a não ser que estava perante uma coisa com alma.

"Chegámos à Lua" e não existia um único computador operacional, um único jogo de tabuleiro, um único CD interactivo na ínfima sala de Educação Especial de uma escola pública, que albergava diariamente, e em simultâneo, 14 alunos com "Necessidades Educativas Especiais de Carácter Permanente", com os quais era suposto implementar um "Programa Educativo Individual".
"Chegámos à Lua" e há pessoas a morrer de fome enquanto escrevo e há, até, quem lhes tire fotografias e ganhe um prémio com isso.

Não é, todavia, isto que somos, nem é este o nosso ponto de chegada. Na verdade, não é preciso ir muito longe para encontrar "destinos" importantes. Talvez, até, seja mais importante o caminho do que o destino. Talvez o caminho seja "daqui-ali", daqui-aqui... Estamos a descobrir.
Podemos ver mais peças, para envergar e/ou despoletar emoções e eventuais conexões com o que, realmente, somos, aqui: New-Karma.
Boa viagem.


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Viagem no Tempo

















(Selos brancos maçónicos - dois dos sui generis objectos que podem ser vistos nesta exposição.)


É aqui que decorre uma viagem pela República Portuguesa, pela Maçonaria e pela 2ª Guerra Mundial, até ao final do mês de Agosto.

Uma exposição de Coisas com Alma e História, adquiridas por Aires Henriques ao longo dos anos, com paixão, mas sem obsessão, para que mais mentes saibam e recordem, para que mais almas se expandam...

A prova, à disposição de todos, de que quem sonha e "põe mãos à obra", é capaz de tudo, mesmo sem ter de "vender a alma".

Parece que vitrines são bem vindas. Quem a/as tiver e puder ceder, para que se possam comprar e reunir mais Coisas, por favor, contactar: geral@avillaisaura.com / 236 485 246/ 919 856 297.

Bem hajam e, se estiverem por perto, não percam esta oportunidade única em todo o país.


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