Sim, já se sabe o que é a revista Time, mas às vezes sai das marcas, senão vejamos o que afirma Ulrich Weinzierl sobre Kafka na edição September 1, 2008:
“Finally the literary stylite has fallen from his pedestal and is as much a sinner as you or I.”
Denotar-se-á aqui um certo regozijo? Naaa, impressão sua.
Mas e tudo por que…?
Parece que o brilhante escritor era assinante de uma qualquer “highbrow pornography”, facto que o habilitou, segundo o senhor Weinzierl, e sem margem para further judgments, a ter pés de barro e a descer ao nível da mediocridade dos comuns.
Na parte que me compete, não como consumidora de pornografia (apenas porque já “dei umas passas” e o que vi não curti; mas isso sou eu!) tirava-lhe o chapéu, a ele, não o meu (apenas porque não uso) e dava-lhe os meus parabéns: “Afinal, Franz, também era por isso que lhe saía tão bem…”
Sim, porque ou se faz, ou se reprime e quando se reprime, o que pode acontecer é enlouquecer ou, no mínimo, consumir porno.
Já agora aproveito para o desabafo: se porno fosse sinónimo de forma de arte, de amadurecimento de contemplação, de forma elevada de meditação, de sublimação ou, tão-somente, de fonte de um prazer autêntico, alicerçado na partilha, de ampliação de conhecimentos, “aprenda a dar prazer”, e por aí adiante…
Mas o que vi, ao nível dos filmes (e só posso falar pelo que vi) não ia além da repetição obsessiva de posições e movimentos estilizados , apenas direccionados para o prazer do homem, do homem-grunho, que ainda não sabe muito bem o que é um clítoris ou um ponto G, e muito menos o seu potencial, e cujo prazer tem, obrigatoriamente, que culminar sempre numa ou mais caras (porque convém mesmo que seja na cara) a escorrer sémen.
Uma vezita ou outra, mas…. “Oh, meuze amigoze!”… sempre?!
Ainda assim, estou em crer que, apesar de mercantilizado, o corpo humano (como desde sempre), no tempo de Kafka, ainda não estaria tão viciado nestes padrões. E se estivesse noutros, enfim… Se fazia bem ao Kafka, faz-me bem a mim.
A questão é: porque não evoluiu ainda mais a pornografia?
Por que se consome assim mesmo? Por que há quem goste dela tal e qual, acriticamente? Não é assim que há tráfego cibernético? Não é assim que dá dinheiro e dinheiro “makes the world go around?”?
Por isso, evoluir para quê e para quem? E quem é mesmo que quer evoluir? Quem pretende a derradeira metamorfose?
Acredito, ainda assim, que, a ter que existir pornografia, quanto melhor esta for, maior o prazer que todos temos, directa ou indirectamente.
Agora alucinando ainda mais, e se não houvesse mesmo pornografia e apenas sexo para todos (os que quisessem, obviamente) sem repressões e sem medos?…
Uma sociedade estruturada de maneira a que nunca ninguém sentisse necessidade de recorrer a porno, a cybersex, com ou sem webcam, a putas, a mulheres e crianças indefesas?
Era o Céu?
Quereriam todos este Céu?
Apenas sinto, mais do que sei que, com ou sem rosto, o sexo é uma “coisa” com Alma…
Pronto, admito: é um título enganador...
Suzanna
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Que não me perdoem...
Que não me perdoem os púdicos, os promíscuos, os hipócritas e os indecisos:
Quero fazer sexo
Quero fazer sexo
sexo templo
enquanto Te contemplo
e Te fodo sem contemplações
sexo sem tempo
sexo momento
conTigo
para sempre.
E é sexo
não é amor
é sexo com Amor
e por ser Amor
é que eu quero fazer sexo.
5-Jun-07
eU
Quero fazer sexo
Quero fazer sexo
sexo templo
enquanto Te contemplo
e Te fodo sem contemplações
sexo sem tempo
sexo momento
conTigo
para sempre.
E é sexo
não é amor
é sexo com Amor
e por ser Amor
é que eu quero fazer sexo.
5-Jun-07
eU
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