No ano da
Bio-diversidade, pelas dunas da "minha praia", brotam flores (com pouco mais de um centímetro de diâmetro) que eu nunca antes tinha visto.
(Andarei mais atenta, ou ter-se-á o habitat tornado mais materno?)
Por escassas, todavia inteiras, milésimas de segundo, não quero saber dos paradoxos do mundo, a não ser daquele instante em que sou com e como elas - efémera e frágil, mas Sou/Somos.
Por essa razão aqui escrevo: para, "volta e meia", relembrar-me que estou aqui de passagem e Lhe pertenço.
Para, através da tecnologia, partilhar memórias da
Terra, com quem, virtualmente, por aqui passa, porém,
terrenamente sente.
Porque este post mais não é do que um mero rasto virtual do que existiu e já não existe, mas não se quer tão cedo esquecido.
Ou talvez tudo não passe de um egocentrismo doentio e de um indescritível medo da morte... Talvez.