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sexta-feira, 18 de junho de 2010

"... de cinzas a neve"




Talvez não haja coincidências.
É sempre um exercício saudável relativizarmos o uso das palavras.
Sendo que há bichos e bichos, há em mim esta fome e esta sede - juntas - de ser cada vez mais bicho ou mais flor ou mais pedra ou mais molécula de neve.
Mais Coisa? Mais Alma? Mais inteira porque, afinal, é aqui que estou e posso estar - ambas. Privilégio tamanho .
Temo estar a parafrasear-me; porém, é tão intenso este sentir a palavra e a imagem cada vez mais como proposta de Presente, de Certeza, de Verdade, de Sonho mais expandido na realidade. Sem ter de depender da esperança, sem ter de me ocultar atrás do medo, sem temer as dúvidas. Sem ter que ver televisão para me sentir sintonizada com a Vida que nos fabricam. Sem ter que me alienar para me encontrar. Sem ter que beber alcoól para me inspirar. Só me falta deixar o Cymbalta e o Lorenin. Não, não tenho ponta de vergonha em partilhar a minha medicação. É uma condição temporária. Tal como eu estar aqui, temporariamente. Talvez o Gregory Colbert menos. Talvez o José Saramago menos e agora, finalmente, eu comece a lê-lo.
"A questão é" o que sou, durante o bicho de carne, os seus ossos, as suas cinzas, a neve e, depois, entre as moléculas da neve?

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