... assim, sem ver nada, vendo tudo.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Entre Nós
“O reino de Deus não vem com aparência exterior. 21 Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.” (Lc 17:20-21)
E assim era naquele planeta.
Onde os sentimentos e os pensamentos dos seus habitantes sustentavam a realidade. Onde todos se sabiam responsáveis pelo que acontecia a si próprios, aos demais e em seu redor.
Onde todos sabiam que, fosse o que fosse que sentissem ou pensassem, haveria sempre repercussões ali ou algures e, ainda que o algures fosse distante, senti-lo-iam como se fosse dentro de si.
O reino já era dentro de cada Um, antes que todos vissem, porque ver, para aqueles habitantes, era apenas uma, entre tantas outras consequências, do Ser .
Todos se sabiam interligados, todos se liam à transparência, todos sabiam o que todos precisavam e o que cada Um precisava e todos se moviam nessa direcção, para manter o equilíbrio, que sabiam ser precário.
E o reino era dentro de todos e era só Um, sendo diferente em cada Um.
Assim, naquele planeta, cada criança aprendia, desde cedo, a Língua das Estrelas. Desde cedo, aprendia a falar com a Luz e a sombra dentro de si mesma.
Desde cedo, ela ia mudando, sucessivamente, de família, para que crescesse de forma plena, independente e sabendo que, antes de ter uma família biológica, pertencia ao Universo.
Desde cedo, cada criança sabia que o Universo queria a sua expansão e a expressão de todo o seu potencial, para o seu bem e para o Bem Supremo.
Desde cedo, cada criança sabia que era deusa e deus em evolução. Desde cedo ela sabia o fim daquela viagem, do mesmo modo que sentia que tinha que percorrer todo o caminho para saber que, finalmente, chegara e que fora ela a chegar.
Assim era.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Indecisões
E o Espírito, espero ou viro já a esquina?
sábado, 21 de março de 2009
Inusitado rendez-vous
Porque Aum=Om.
Porque é Omnipotente, Omnipresente, Omnisciente… Lá, onde sabemos, vamos pronunciar Om 7, 12 vezes, depois esquecer as vezes e ser tudo no Espaço-entre?
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
vestido-nenhum
O que eu queria mesmo era um vestido de borboletas
vivas
borboletas multicores
ou, então, brancas bio-luminescentes
ou, talvez, vestido nenhum
sim: eu preferia um vestido-nenhum
sem pele
despida até aos ossos
até à estrela
e brilhar rumo ao altar
sozinha
ofuscante e terna
tão ternamente só
sozinhamente inteira
inteiramente dentro
toda
e, tão de cima,
dizer adeus às borboletas
num orgasmo sem tempo
sábado, 14 de fevereiro de 2009
domingo, 5 de outubro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
Marés de Vida
Um banho de Branco, ontem, nas marés espumosas.
Banho dançado nas marés vivas deste Setembro de virar páginas em branco.
A cor, o sabor, o som, o movimento daquele branco...
Lembrando o casal de góticos de olhar terno e branco, lembrando que a cor é portadora e condutora de energia, lembrando que cada um de nós tem o seu processo individual e que compete a cada um escolher a cor que enverga, as cores com que se pinta, as cores em que se banha... Em cada momento específico da sua caminhada, em sintonia consigo mesmo, consciente e livremente. Dizem que a Lucrécia Bórgia preferia o vermelho... ;) Teria, concerteza, as suas razões.
E a Vida é esta paleta de cores em permanentes remisturas, um caleidoscópio giratório, um arco-íris fluindo através de nós…
A cor é uma "coisa" interessante, não?
eU
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
As Cores do Meu Tempo
Por que é que, agora, o Branco se cola tanto à minha pele?
... Uma segunda pele... A espuma na crista da onda, o véu de organza que tinge a noite cerrada.
Ao ritmo de um nascer-do-Sol, o Branco, simplesmente, irrompe.
A minha Aurora.
Todas as cores e só uma, A Cor, imolando-se nos meus corpos, à guisa de tela incauta e ávida, por estrear.
Sim, é o meu tempo do Branco, da Luz, da expansão, da volição...
De areais por calcorrear, de páginas por escrever, de nuvens por espremer.
É urgente dançar com as estrelas, é urgente ser o Cristal... E há um tempo para tudo.
Farewell, "Woman in black"!... You've done your time.
eU
(Alannah Myles, your "Black Velvet" is now rough, still, necessary...)


