terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mãos que te Movem

Mãos que te movem,
Belas que argamassam o finito.
E os teus olhos enigmáticos, doces...
Por aí não se ficam.
E nem a áurea da tua bipolaridade,
Do teu sorriso, te traia.
Restar-te-ão as palavras construídas, tão iguais,
Tão diferentes dos gestos das tuas mãos,
Quiçá sob os feixes do teu olhar, tão suave, meigo.
E com que dureza, e que condescendência.


Virgílio Liquito

1 comentário:

Graça Pires disse...

Os gestos das mãos: tão diferentes de tudo...
Um belo poema!
Beijos.


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