quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Ontem

Bem-hajam e mais à Lua Cheia e ao Senhor Arrumador, que tão bem interveio. Doravante farei um esforço em dar a "moedinha", sempre que opinarem acerca da numerologia inerente a um texto, de tão humilde e elevado modo (e, sobretudo, se não me derem diretrizes ao estacionar).
Depois de Ontem, o meu Mundo jamais será o mesmo...
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Hoje
Hoje, os meus passos
; para lá, para cá.
E o tempo que se fez...
E o tempo o que faz?
E mais o que fazemos dele?
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Domingo
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Mãos que te Movem
Mãos que te movem,
Belas que argamassam o finito.
E os teus olhos enigmáticos, doces...
Por aí não se ficam.
E nem a áurea da tua bipolaridade,
Do teu sorriso, te traia.
Restar-te-ão as palavras construídas, tão iguais,
Tão diferentes dos gestos das tuas mãos,
Quiçá sob os feixes do teu olhar, tão suave, meigo.
E com que dureza, e que condescendência.
Virgílio Liquito
Belas que argamassam o finito.
E os teus olhos enigmáticos, doces...
Por aí não se ficam.
E nem a áurea da tua bipolaridade,
Do teu sorriso, te traia.
Restar-te-ão as palavras construídas, tão iguais,
Tão diferentes dos gestos das tuas mãos,
Quiçá sob os feixes do teu olhar, tão suave, meigo.
E com que dureza, e que condescendência.
Virgílio Liquito
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Posso? (abridged)
– Posso?... Senhoras, senhores, arrumadores, doutores, da ponta dos meus alvos bigodes (de duas vidas e nove semanas e meia) desejo que o vosso dia flua como um re-gato que se diverte por entre os óbices!
Está um bulldog francês sentado ao fundo do corredor, mesmo em cima da minha cama, e um rei-noceronte em saltos altos (aos pulos que nem uma besta) em cima da mesa da sala e, logo agora: hora da sesta! E sinto-me abstrato, como se não fora um gato, nesta conjuntura surreal. E, em astral pirueta, voo para o telhado.
Dizem-me falhado, errático, demasiado hermético, ensimesmado questionador sistemático: – Por não ambicionar oportunidades para ingressar em cenários precários? Pois bem, sou snob e fofo o suficiente para ser eu a Oportunidade; até rasgaria com empenho a cortina, se isso vos descortinasse a Verdade (ainda que em pedaços) e, áspero, todo língua, lamber-vos-ia os tarsos. Porém (atenção!) jamais dama de companhia, vigia de gatatónicos com miopia, entupidos em cagaços: Não!
Desprezarei sempre o medo que inventais (estrangulá-lo-ei, como fizeram aos meus pais) mas só até que ele tenha medo de mim. Nem quero a estima de um dono: dá-me sono, genuíno tédio esse assédio do apego. Sim, prego a minha religião sem legião. É, sei lá, uma vocação: todo Atitude, peregrino da Virtude, trepar pela sim-dade, enquanto os não-rrrrmais pensam dorrrmir. Seduzo e conquisto a Lua e deduzo, a partir de hoje, miar diariamente às vossas antenas, como nunca antes se ouviu: Sonhai e Criai todos, saí do marasmo, fazei da Vida um Orgasmo, Fartura em todo o lado, Abundância em leitinho, “uh-ah-zubi-zaba-nobi” (oh, que alegre fado!) e, vá, votai no Gatinho… Miu?
Suzana Guimaraens
Está um bulldog francês sentado ao fundo do corredor, mesmo em cima da minha cama, e um rei-noceronte em saltos altos (aos pulos que nem uma besta) em cima da mesa da sala e, logo agora: hora da sesta! E sinto-me abstrato, como se não fora um gato, nesta conjuntura surreal. E, em astral pirueta, voo para o telhado.
Dizem-me falhado, errático, demasiado hermético, ensimesmado questionador sistemático: – Por não ambicionar oportunidades para ingressar em cenários precários? Pois bem, sou snob e fofo o suficiente para ser eu a Oportunidade; até rasgaria com empenho a cortina, se isso vos descortinasse a Verdade (ainda que em pedaços) e, áspero, todo língua, lamber-vos-ia os tarsos. Porém (atenção!) jamais dama de companhia, vigia de gatatónicos com miopia, entupidos em cagaços: Não!
Desprezarei sempre o medo que inventais (estrangulá-lo-ei, como fizeram aos meus pais) mas só até que ele tenha medo de mim. Nem quero a estima de um dono: dá-me sono, genuíno tédio esse assédio do apego. Sim, prego a minha religião sem legião. É, sei lá, uma vocação: todo Atitude, peregrino da Virtude, trepar pela sim-dade, enquanto os não-rrrrmais pensam dorrrmir. Seduzo e conquisto a Lua e deduzo, a partir de hoje, miar diariamente às vossas antenas, como nunca antes se ouviu: Sonhai e Criai todos, saí do marasmo, fazei da Vida um Orgasmo, Fartura em todo o lado, Abundância em leitinho, “uh-ah-zubi-zaba-nobi” (oh, que alegre fado!) e, vá, votai no Gatinho… Miu?
Suzana Guimaraens
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