Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

PRAKTIKE

A-mor-te quero por não te ter perto
Certa da distância nos aconchegar
: assim te amo e proclamo o amo certo
A ti – em quem me liberto ao me outorgar.

É um sentir ausente e indefinido
[macho silêncio e fêmea melodia]
Para nunca morrer sem nos ter ouvido,
Esfaimadas coruja e cotovia.

Evocando sons de sítio incerto,
Em ternos tons de mel (mil), leite (leitos) e incenso,
Cadências noite e dia inverto, louca

E em soneto obsoleto nos converto
De escalas sombra em concerto ascenso
: Música mouca com olhares de boca.


Suzana Guimaraens

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