
"A Poeta é incerteza, suma sacerdotisa do paradoxo ponto ela ou dúvida que arrasta à pesquisa dissecante pelo território trépido e fluido dos significados. Assim é que oscilando dissolve interrogações para atingir espaços acústicos que são ecos pelas margens dos ouvidos, espelhos nos horizontes dos olhos e no hálito pulsátil dos lábios, um tremor de oásis. A leitora segura-se nas velas páginas à distância pouca dos antebraços telescópios e enfuna em orgulho, vasto, a húmida estreiteza do peito (transido de nevoeiros) que estoira num foguetório sinfónico, por ser ali, numa página ímpar, nome que se escreveu em digressão e cursivo, por primeira vez, tinta em folha-papel de livro-poemas, sombra clara."
Sun Iou Miou em Isto non é un cabaré!
A "incerteza", hoje, é:
onde mora a Poeta que habita a Prosa comendo a Metáfora?
3 comentários:
Por causa do paradoxal da poesia, eu teimo em tatear palavras escondidas, para justificar a vida do que sinto ou almejo...
Brilhante poetar, felicidades.
:)*
A poeta mora nas palavras trazidas das ideias mais ausentes. Tanto faz que escreva em prosa ou em verso....
Beijos e um bom Ano.
Enviar um comentário