quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

AMMA

No pretérito éramos perfeitos.

O Espírito Santo – uma anguiforme mulher incandescente com imensos seios e vários braços com corações
: existências em libações de vinho e mel e afectuosas efervescências líquidas.
Sub-repticiamente dúbios necrotérios alojaram-se nos nossos prédios
e assédios de estranhas pombas brancas
substituíram o sinal do coração pelo sinal da cruz.

Então, inválido de nascença, invadiu o [crédito]. do relógio. das chaves. do carro. da casa. das cruzes de ouro. do ginásio. do crédito – o [crédito].
Imperfeitamente atávicos, voltámos a a-creditar
; alheios aos genes, aos anjos, ao carimbo das Plêiades, à fotossíntese, ao livre arbítrio.
E aprendemos, noutros imóveis, a rezar à medicina imperfeita, não raras vezes,
a [crédito].
Por vezes, porque se paga a pronto, alguns vão às cartas, em vez de irem às putas, mas o Tarot (com todo o respeito) nem sempre nos alcança ou nós a ele…
Mas, que Buda é um jacto de endorfinas, é.


Suzana Guimaraens

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