Quando se anda pelo Andanças, a alma centenária dos carvalhos dá-nos sombra e alento para mais duas ou três oficinas de dança, de Yôga, de massagens, de passeios inesperados por poços azuis e outras paragens em redor (cada vez menos secretas).
Quando se anda pelo Andanças, antes da irmã Lua, solenemente, render o irmão Sol - e sem que ambos cheguem a dançar uma só mazurka nocturna (como qualquer um dos comuns-andantes-mortais que iluminam) - preparam juntos, num conferenciar cúmplice, efemeramente eterno, a abertura dos bailes. E "ai de quem" pare de andar, num palco ou de palco-em-palco, em busca da cadência que mais se sintoniza com a do seu coração... Os andantes partilham, então, as danças e contradanças que aprenderam durante o dia, ao som do quase-voluntariado das bandas de tanta banda, e de todos os técnicos, que também por ali andam, tantas vezes sem perceber porquê (porque a cultura em Portugal, meus amigos, parece que tende a ser cada vez mais de graça, porque - não sei se sabem - os artistas "vivem de ar e vento" ...)
Entretanto, fraternamente, os carvalhos afagam-nos a tenda para o regresso; devem estar "desertinhos" por ver-nos dali para fora; porém, é com zelo que se cumprem, ano após ano, cada vez com mais andantes, cada vez correndo mais riscos...
À semelhança do Universo, o Andanças expande-se...
Agora, andantes com valores mais dissolvidos em informação, que raramente têm tempo para a converter em sabedoria, sempre curiosos, sempre ávidos de estímulos, de mais uma experiência, chegam tão depressa como vão. Sacralizando ou profanando, o que outrora, fora de tão poucos. Se é bom ou se é mau - os carvalhos centenários, concerteza, sentirão melhor do que eu...
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