sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Todos os dias são diferentes

Todos os dias são diferentes
Todos os dias são diferentes
Todos os dias são diferentes
Todos os dias são diferentes
Todos os dias são diferentes
Todos os dias são diferentes
Todos os dias são diferentes


Suzana Guimaraens

Da minha varanda




















Da minha varanda
- uma questão esférica, não etérica -
: ainda desconheces o sabor
do meu desmaio
em Lua prenhe de Agosto?



(Está quase... )

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Querido Blogue,

A extremidade da Eternidade é este momento.

Eu

sábado, 14 de agosto de 2010

Profagrado Sagrano





Quando se anda pelo Andanças - entre os pés confortavelmente calçados e os descalços, com tatuagens da Malásia ao Equador, pintados com pó d'ali mesmo; com os nossos cabelos lavados naquele dia, a roçar nas rastas e nas tranças, querendo, sem saber, prender-se aos brincos de madeira e osso, aos colares de macramé com sementes e pedras, aos chapéus de Merlim (agora até orelhas-de-elfo cresceram em alguns) - os nossos pés não conseguem parar de andar, dançando, balançando, marchando, mesmo com bolhas; e ali, naquele saudável cansaço, se reformula, ainda que por escassos e esparsos minutos, o nosso modo de andar - o dos pés? - que durante todo o ano, rotineiramente calçado em horários à tabela, esmaga pouco mais do que cimento, calçada, tijoleira, asfalto...

Quando se anda pelo Andanças, a alma centenária dos carvalhos dá-nos sombra e alento para mais duas ou três oficinas de dança, de Yôga, de massagens, de passeios inesperados por poços azuis e outras paragens em redor (cada vez menos secretas).

Quando se anda pelo Andanças, antes da irmã Lua, solenemente, render o irmão Sol - e sem que ambos cheguem a dançar uma só mazurka nocturna (como qualquer um dos comuns-andantes-mortais que iluminam) - preparam juntos, num conferenciar cúmplice, efemeramente eterno, a abertura dos bailes. E "ai de quem" pare de andar, num palco ou de palco-em-palco, em busca da cadência que mais se sintoniza com a do seu coração... Os andantes partilham, então, as danças e contradanças que aprenderam durante o dia, ao som do quase-voluntariado das bandas de tanta banda, e de todos os técnicos, que também por ali andam, tantas vezes sem perceber porquê (porque a cultura em Portugal, meus amigos, parece que tende a ser cada vez mais de graça, porque - não sei se sabem - os artistas "vivem de ar e vento" ...)

Entretanto, fraternamente, os carvalhos afagam-nos a tenda para o regresso; devem estar "desertinhos" por ver-nos dali para fora; porém, é com zelo que se cumprem, ano após ano, cada vez com mais andantes, cada vez correndo mais riscos...

À semelhança do Universo, o Andanças expande-se...
Agora, andantes com valores mais dissolvidos em informação, que raramente têm tempo para a converter em sabedoria, sempre curiosos, sempre ávidos de estímulos, de mais uma experiência, chegam tão depressa como vão. Sacralizando ou profanando, o que outrora, fora de tão poucos. Se é bom ou se é mau - os carvalhos centenários, concerteza, sentirão melhor do que eu...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

bijoux-poesis by Joana


















Poeta: Joana, 5 anos - sem consultar manuais, net ou afins. Um anel de folha e erva daninha, ajustável ao dedo. Um anel de fada da Natureza, que pode ser usado por qualquer uma ou um.

No fim do dia, faz-se um chá... Verde.

Bem-hajam, Mãos que fazem...

... Mãos que sabem, Mãos que sentem, Mãos que São.





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