terça-feira, 1 de junho de 2010

Rastos



































No ano da Bio-diversidade, pelas dunas da "minha praia", brotam flores (com pouco mais de um centímetro de diâmetro) que eu nunca antes tinha visto.
(Andarei mais atenta, ou ter-se-á o habitat tornado mais materno?)

Por escassas, todavia inteiras, milésimas de segundo, não quero saber dos paradoxos do mundo, a não ser daquele instante em que sou com e como elas - efémera e frágil, mas Sou/Somos.
Por essa razão aqui escrevo: para, "volta e meia", relembrar-me que estou aqui de passagem e Lhe pertenço.
Para, através da tecnologia, partilhar memórias da Terra, com quem, virtualmente, por aqui passa, porém, terrenamente sente.
Porque este post mais não é do que um mero rasto virtual do que existiu e já não existe, mas não se quer tão cedo esquecido.

Ou talvez tudo não passe de um egocentrismo doentio e de um indescritível medo da morte... Talvez.


7 comentários:

Anónimo disse...

Interessante. É sempe bom ler o que escreves.
A terra é um bem que devemos preservar.
Não acredito no teu egoismo.
Beijos**
Nuno

Alma disse...

A Terra somos nós. É tudo o que temos, é tudo o que nos tem.

Bem hajas, Nuninho!

Beij*

Graça Pires disse...

Obrigada pela partilha destas bonitas flores. A Terra, nossa Pátria-mãe tem tanta beleza e a nossa indiferença é demasiada às vezes. Bem hajas por nos lembrares isso.
Beijos.

Filipe disse...

Diria que há em ti o apelo da selva característica comum àqueles/as cuja origem e grande parte do seu crescimento foi feito na província em contacto com a natureza! Algo que me leva a dizer-te que essa é outra razão pela qual gosto de ti!
Jorge Mota

Alma disse...

Filipe, nasci na cidade e fui sendo educada entre um apartamento e idas esporádicas à Aldeia da minha mãe. A selva devo ser eu... ;)

Bem hajam, Queridos Nuno, Graça e Filipe pela visita e pelos "rastos" que deixaram.

Beij*s

Filipe disse...

Do medo da morte...

Quem sabe amar, sabe morrer. Porque amar é dar e dar de si próprio. Morrer é dar tudo, é restituir tudo a este mundo generoso que tudo nos deu. É abrir mão, por fim, completamente. Temos de nos exercitar dando um pouco, um pouco mais, para aprendermos a dar muito e, por fim, a dar tudo e a aceitar perder-nos na morte, como os grandes rios se perdem no mar.

Charles Baudoin

Filipe disse...

Uma vez que a morte é o verdadeiro objectivo final da nossa vida, ao longo dos últimos anos tenho-me tornado seu amigo e tenho-me ambientado a esta companheira fiel e certa dos homens, de modo que a sua iamgem para mim nada tem de horrível, mas inspira-me, acalma-me e conforta-me. Agradeço ao meu Deus por me ter dado a ventura e a oportunidade de reconhecer na morte a chave para a nossa verdadeira felicidade. Nunca me deito sem me lembrar de que poderei não existir no dia seguinte. Os que me conhecem não podem dizer que sou triste - e por essa ventura, todos os dias agradeço ao meu Criador....(Amadeus Mozart)


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