domingo, 30 de maio de 2010

Aparição?


















As questões poderão ser muitas:

  • "Quem o/a colocou lá?"
  • "O que representaria para essa pessoa?"
  • "Representaria algo ou alguém, de facto?"
  • "A direcção seria intencional?"
  • "Para quê?
  • ...

Ou, legitimamente, questão nenhuma.

Apenas sei que não fui eu "a artista da instalação". Atrevi-me, sim, a chegar perto e a fazer vários clicks com a minha Olympus (entre estas e outras interrogações) com a regular exclamação pelo meio: "- Mas que coisa estranha!..."
Mais, atentemos: está de pé com os olhos fechados - não costuma ser ao contrário?!
Inesperadamente, a praia tornou-se num labirinto de espelhos. Desta vez, felizmente, sem lixo doméstico ou industrial à vista desarmada.
Enfim, mais uma coisa que não interessa a ninguém...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Se o Amor é..."



















Diz assim, escrito a lápis (como era a tradição os pretendentes
- a uma dança - escreverem durante os bailes), numa das dobras
da parte interior de um leque (talvez do início do séc. XX):

"Se o Amor é a Vida, V. Ex.ª mata-me."



















Se não é de tirar o fôlego?!...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

"várias coisas..."


(...)

Patinei durante a tarde toda, mais uma vez ele não ligou, ninguém passava ao lado do castelo, patinava sozinha, só um homem de chapéu estranho me olhava; Parecia a pessoa mais sozinha do planeta, tirava apontamentos, consigo ver sem os olhos, consigo patinar no gelo, e sentir o meu sexo quente, enquanto tenho uma visão de cima do castelo, do outro lado da ponte, vejo pelos olhos do que tira apontamentos, vejo o seu caderno quadriculado cheio de escrita nervosa e rascunhado. Vejo como se estivesse no Google World, no topo de um satélite, o homem estátua, os que olham o homem estátua, aquele indiano que o aguarda à entrada da ponte, porque sabe que ele vai passar ali e está a chover, e provavelmente vai comprar um guarda-chuvas, e isso dá-me riso. Escrevi um poema no gelo, metia as palavras "girassol", "Perenidade" e "meta-gelo" – Tudo me dá vontade de rir. Várias coisas ficaram por dizer, debaixo do gelo há um girassol…

(...)

Nuno Brito

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