quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Homenagem à Rosinha"

A pedido da Néné, que a conheceu pessoalmente na E.B.2/3 de Vila d'Este, e porque SIM.



Se eu morrer de manhã

abre a janela devagar

e olha com rigor o dia que não tenho.



Não me lamentes. Eu não entristeço:

ter tido a noite é mais do que mereço

se nem conheço a noite de que venho.



Deixa entrar pela casa um pouco de ar

e um pedaço de céu

- o único que sei.



Talvez um pássaro me estenda a asa

Que não saber voar

foi sempre a minha lei.



Não busques o meu hálito no espelho.

Não chames o meu nome que eu não venho

e do mistério nada te direi.



Diz que não estou se alguém bater à porta.

Deixa que eu faça o meu papel de morta

Pois não estar é da morte quanto sei.



Rosa Lobato de Faria



1 comentário:

Anónimo disse...

Obrigada, beijinhos.

Néné


contador gratis