segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Finalmente :-)
Um maiúsculo BEM HAJA aos trabalhadores da Câmara Municipal de Gaia e a quem quer que esteja por detrás da ordem de limpeza das praias da nossa Gaya.
É verdade que o dinheiro e as estatísticas movem montanhas, mas a auto-motivação é sempre o mais eficaz dos combustíveis (não-poluentes).
“– É para o jornal, menina?” – Pergunta um deles com um sorriso aberto, enquanto depositava plásticos num camião.
“– Não, é para um blogue.” – Respondi, quase assertiva.
“– Se alguma vez na vida pensei vir a ouvir tal coisa!…” - Exclama outro, do areal, quando eu já me afastava.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
"Homenagem à Rosinha"
A pedido da Néné, que a conheceu pessoalmente na E.B.2/3 de Vila d'Este, e porque SIM.
Se eu morrer de manhã
abre a janela devagar
e olha com rigor o dia que não tenho.
Não me lamentes. Eu não entristeço:
ter tido a noite é mais do que mereço
se nem conheço a noite de que venho.
Deixa entrar pela casa um pouco de ar
e um pedaço de céu
- o único que sei.
Talvez um pássaro me estenda a asa
Que não saber voar
foi sempre a minha lei.
Não busques o meu hálito no espelho.
Não chames o meu nome que eu não venho
e do mistério nada te direi.
Diz que não estou se alguém bater à porta.
Deixa que eu faça o meu papel de morta
Pois não estar é da morte quanto sei.
Rosa Lobato de Faria
Se eu morrer de manhã
abre a janela devagar
e olha com rigor o dia que não tenho.
Não me lamentes. Eu não entristeço:
ter tido a noite é mais do que mereço
se nem conheço a noite de que venho.
Deixa entrar pela casa um pouco de ar
e um pedaço de céu
- o único que sei.
Talvez um pássaro me estenda a asa
Que não saber voar
foi sempre a minha lei.
Não busques o meu hálito no espelho.
Não chames o meu nome que eu não venho
e do mistério nada te direi.
Diz que não estou se alguém bater à porta.
Deixa que eu faça o meu papel de morta
Pois não estar é da morte quanto sei.
Rosa Lobato de Faria
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