domingo, 4 de outubro de 2009

E depois, tu

E depois, tu

Por uma força qualquer no arco das ramadas,
aprendi a iludir a insónia
com voltas muito certas de massa folhada ou bilros
e a não deixar a fruta sucumbir.

Por uma força qualquer no rigor da sombra,
habituei-me ao desenho das rotundas
e ao papel do vento nos relógios.

Aceitei por fim uma certa forma de medir o sal,
de pesar o medo, de não desconfiar do silêncio das portas
ou da firmeza dos cabides.

Havia uma regra, uma força qualquer no arco das ramadas
e no rigor da sombra.

E depois, tu.


David Fernandes


Pelo "rigor" de certas coisas...

1 comentário:

serrata disse...

Ah! É apenas um certo grau de aproximação ao "rigor". Há lugar para o erro: graças!!!!


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