segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Por onde andam esses caminhos?

Por onde andam esses caminhos de amoras que se derretiam na mão antes de chegar à boca? Perderam-se os trilhos das vozes, a sussurrar por detrás dos arbustos, paralisando os passos? Por onde esse deambular sem vivalma à frente, horas a fio, a desejar as boas tardes às borboletas e aos seres entre os rochedos? Onde prosseguem esses passos mornos sem tempo, rumo à dança das andorinhas e das fadas loucas que, juntas, liquefaziam um Sol que se deixava escorrer, desfeito e terno, no Céu e no Mar? Por onde se palminha, agora, nesse expirar calaceiro da Terra, aguardando - em silêncio odoroso - as cigarras e o código morse dos pirilampos? Onde se perde esse rodopio de rosto cheio em busca da Lua - nesses caminhos até à areia molhada, tropeçando, rindo, caindo e rindo, até se adormecer - já a meio do Sonho?

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