quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mãe, quando eu for grande quero ser farol!

Eu quero ser sorvedouro de nicotinas e alcatrões
De monóxidos e dióxidos e desaguar diamantes
Eu quero ser incineradora de pensamentos tóxicos
e exalar oxigénio enriquecido com serotaninas, lítio e endorfinas
– sem efeitos secundários ou contra-indicações –
Eu quero ser o reagente que dissolve as trevas em fotões
Eu quero ser dissolvente de pânicos, fobias, traumas, inseguranças, complexos e todas as variantes do medo
Eu quero acabar com o segredo e começar com a surpresa
Eu quero ser catalisadora de cura
Eu quero ser o princípio da crença do fim da doença
Eu quero ser a pomba da paz
Eu quero ser o tesão dos frígidos
Eu quero ser ponte entre a loucura e a ternura
Eu quero ser reagente da expansão molecular
Eu quero ser ETAR
Eu quero congregar os diapasões de amar
Eu queria dormir

3 comentários:

Anónimo disse...

Mais dois dias e começas a dormir melhor. Beijos. Nuno

A.S. disse...

Suzanna,

Conseguirás ser tudo o que quiseres!...


Um beijo!

serrata disse...

Os faróis fascinam-me; aquele viver no paradoxo de chamar para afastar; ou o mais trivial (ou nem tanto) assinalar de um não-caminho... Não é coisa pouca ou simples: "Não se queira um falso abraço mas um adeus verdadeiro". (remember??)

... e querer ser um é coisa de coragem, muita coragem ... ou loucura.

Abraço bem grande, seja como for, seja quando for :)
df


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