segunda-feira, 11 de maio de 2009

Entre Nós

“O reino de Deus não vem com aparência exterior. 21 Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.” (Lc 17:20-21)


E assim era naquele planeta.
Onde os sentimentos e os pensamentos dos seus habitantes sustentavam a realidade. Onde todos se sabiam responsáveis pelo que acontecia a si próprios, aos demais e em seu redor.
Onde todos sabiam que, fosse o que fosse que sentissem ou pensassem, haveria sempre repercussões ali ou algures e, ainda que o algures fosse distante, senti-lo-iam como se fosse dentro de si.
O reino já era dentro de cada Um, antes que todos vissem, porque ver, para aqueles habitantes, era apenas uma, entre tantas outras consequências, do Ser .
Todos se sabiam interligados, todos se liam à transparência, todos sabiam o que todos precisavam e o que cada Um precisava e todos se moviam nessa direcção, para manter o equilíbrio, que sabiam ser precário.
E o reino era dentro de todos e era só Um, sendo diferente em cada Um.
Assim, naquele planeta, cada criança aprendia, desde cedo, a Língua das Estrelas. Desde cedo, aprendia a falar com a Luz e a sombra dentro de si mesma.
Desde cedo, ela ia mudando, sucessivamente, de família, para que crescesse de forma plena, independente e sabendo que, antes de ter uma família biológica, pertencia ao Universo.
Desde cedo, cada criança sabia que o Universo queria a sua expansão e a expressão de todo o seu potencial, para o seu bem e para o Bem Supremo.
Desde cedo, cada criança sabia que era deusa e deus em evolução. Desde cedo ela sabia o fim daquela viagem, do mesmo modo que sentia que tinha que percorrer todo o caminho para saber que, finalmente, chegara e que fora ela a chegar.
Assim era.

2 comentários:

Anónimo disse...

Estaremos nós nesse planeta?
Ou andamos enganados?
Ou andamos a enganar?
Eu quero ser só Um, ajuda-me!
NB

Filipe disse...

Sinto que toda a essência de toda a vida espiritual são os sentimentos e a atitude que temos para com os outros. Se a nossa motivação for sincera e pura, o resto virá por acréscimo. Podemos desenvolver esta atitude correcta para com os outros com base na bondade, no amor e no respeito, bem como na compreensão clara da identidade de todos os seres humanos. Isto é importante porque os outros, e tudo o que fazemos, beneficiam desta motivação. Com um coração puro, podemos empreender qualquer trabalho - agricultura, engenharia mecânica, medicina, advocacia ou professorado - e a nossa profissão torna-se um instrumento de ajuda à comunidade humana.

Dalai Lama


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