sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

À Minha Espera


















(Já em casa)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Not just yet

























All that mud...

Amor-quase-Perfeito

Espelho Líquido

Vivo dentro de um espelho líquido.
Aqui tudo adquire a forma dos meus movimentos.
O meu desejo é expandir o espelho. Nada mais.
Como posso saber se gosto ou se não gosto do que vejo do lado de lá?
Toda esta fluidez! Tantas formas, sempre tantas possibilidades… Tudo em permanente movimento.
A vantagem? Quando não me agradam os reflexos, posso mergulhar novamente e desaparecer para dentro: todos deixam de me ver. E eu apenas vejo o que me apetece...

Estou Cá

Talvez seja hoje...
























()

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Nourish Me

(Jardim da Rosa Maria)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

vestido-nenhum
























O que eu queria mesmo era um vestido de borboletas
vivas
borboletas multicores
ou, então, brancas bio-luminescentes
ou, talvez, vestido nenhum

sim: eu preferia um vestido-nenhum
sem pele
despida até aos ossos

até à estrela

e brilhar rumo ao altar
sozinha
ofuscante e terna
tão ternamente só
sozinhamente inteira
inteiramente dentro

toda

e, tão de cima,
dizer adeus às borboletas
num orgasmo sem tempo


Suzana Guimaraens

Mãos

















Obrigada, Cristina. As tuas são Literatura!

Outros éteres se respiram...

(Perto de casa)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A perder o medo...

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... ou o juízo?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Eu acredito II




Eu acredito I




Untitled




Nothing else to do: Am I a master piece or a piece' a'...?


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ela continua a saber...


(Mão da Joana, 4 anos)

Ela sabe











(Jardim da Rosa Maria)


"- ... mas, diz-me bela menina, és fada ou és princesa?

- Sou sereia!"


E, de facto, depois de tanta chuva, nada faria mais sentido...
Ela sabe.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Esperança II


(Ontem, a caminho de casa.)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Que eu saiba

- Dada?

- Sim?

- Sinto-me só.

- Pois sentes.

- Quando choro sou só eu e as minhas lágrimas e o mundo ao longe.

- Esquece o mundo. Fecha o circuito em ti. Seca as lágrimas. Reza.

- Eu tento...

- O que falta?

- Não vejo luzinhas à minha volta…

- E a ti, tal como és?

- A mim?

- Sim... Vês-te?

- Não vejo ninguém. Não vejo nada.

(Silêncio)

- Quando tentas, o que sentes, o que pedes?

- Sinto a minha dor. É aguda. Peço o seu silêncio. O fim... Mas não consigo. Sou só eu e a dor. Na solidão. Não deixo de pensar, de sentir... Dor... Solidão...

- Então deixa-te pensar e sentir. Pensa. Pensa. Pensa. Sente. Sente. Sente.

- Sim, e depois?

- Depois espera até deixares de pensar e de sentir.

- E depois?

- Depois de esgotares todo o pensamento e todo o sentimento, irás para além da dor.

- Devo fugir de mim?

- Entrar em ti. Entra-te. Com fervor. Sem medo.

- Entrar-me? Mas eu já estou em mim. Eu sou eu...

- Serás? Então, porque dói? És tu essa dor?

- Sou a dor, mas não só…

- “Mas não só”... Entra no “não só”.

(Silêncio)

- Entendo.

(Silêncio)

- E depois?

- Depois respira. Respira só. Demora o tempo que for necessário até estares, inteiramente, dentro.

(Silêncio)

- E depois, dentro de mim, verei as luzinhas?

- Talvez as luzinhas, talvez muito mais do que luz, talvez nada... É importante, depois de seres para além da dor?

- Não.

(Silêncio)

- Dada?

- Sim?

-Parece tão simples... Por que é que não o faço, se está em mim?

- Por que é que não o fazes, se está em ti?

(Silêncio)

- Dada?

- Sim?

- Eu sou tão mais do que aquilo que penso e sinto.

- És.

(Silêncio)

- Dada?

- Sim?

- Que eu não tema enfrentar a minha dor.
Que eu me reconheça para além da dor.
Que eu saiba respirar.
Que eu saiba entrar em mim.
Que eu me veja inteira, nem que seja por uma milésima de segundo.
Que eu não tema questionar-me.
Que eu não tema fazer perguntas ao mundo.
Que eu não seja, docemente, enganada nem engane, docemente.
Que eu não tenha de pensar uma coisa, dizer outra e fazer outra.
Que eu não tenha de viver com alguém por temer viver comigo.
Que eu não tenha de mentir para ter alguém perto.
Que eu nunca me traia.
Que eu nunca me traia para que alguém se traia a si mesmo.
Que eu não me engane a mim mesma.
Que eu nunca me engane a mim mesma.
Que eu não me renegue a mim mesma.
Que eu não seja mártir de mim mesma.
Que eu não tenha medo de mim mesma.
Que eu saiba salvar-me.
Que eu saiba salvar-me de mim.
Que eu saiba ser-me.

(Inspira-se. Expira-se. Inspira-se. Expira-se. Entra-se. Respira-se. É-se.)

Agora sei


(Miramar)

... que sendo a areia uma coisa, também ela conta a história da Alma.

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