terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Confesso


Menti-te.
E é insuportável.
Sobre o abraço que te enviei... Era mentira. É sempre mentira.
Porque, na verdade, não te abraço.
Porque, na verdade, era mais do que o abraço…
Porque o que eu queria, mesmo, era habitar o mesmo útero que tu habitaste e ser esse útero e ser a placenta e ser o líquido amniótico e ser a tua pele e ser tu.
E, quando não se sabe ser mais, mente-se.




Eu-que-me-confesso-mas-não-me-redimo

3 comentários:

Pelos caminhos da vida. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
matthieu disse...

As mentiras podem-se tornar menos mentirosas se conhecermos bem essa pessoa, e ai temos quase a certeza de poder saber sentir o outro.
Um beijo*

Suzanna disse...

"mentiras menos mentirosas" e "quase a certeza" são territórios movediços.

A Verdade adquire matizes filtrados pelas nossas auras, mas não muda de cor.

"poder saber sentir o outro" é saber ser e compreender quem somos.


Obrigada.


Beij* terno


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