(algures, do Porto)
- Dada?
- Sim?
- Tenho medo.
- Medo de quê?
- Ainda não sei.
- Não tenhas.
- Preciso de fugir.
- Talvez não precises.
- Mas, Dada, aqui sufoco.
- Então, foge. Se regressares, estaremos todos aqui à tua espera com as nossas imperfeições.
-Talvez não volte. Talvez me esqueça do caminho por me ter esquecido de mim…
- Talvez não voltes, mas o teu caminho terá de ser retomado onde quer que o deixaste. Para onde quer que tenhas ido... Aqui ou lá. Na verdade, o lá que buscas é aí.
- Talvez. (silêncio) Dada?
- Sim?
- Tenho medo de mim.
- Eu sei.
- E agora?
- Agora, enfrenta-te.
- Dói ser eu toda.
- Não te iludas. És tu que queres que doa para te sentires heroína. Na verdade não custa nada ser o que sempre foste.
- Talvez. (silêncio) Dada?
- Sim?
- Acho que falta pouco.
-Eu sei.
(silêncio)
- Dada?
- Sim?
- O meu fim é o meu começo.
17 comentários:
hi
Hi. Good luck and good vibes! Cure is the way :)
*
Enquanto crianças habita-nos uma curiosidade incontinente!
Na adolescência já dominamos e sabemos tudo... melhor do que ninguém!
Já maduros atingimos que, por mais que saibamos, muito mais é o que ficou por saber, e aprender é contínuo e por toda a vida!
O fim dessa presumível sabedoria é o início do caminho. O fim que gera o princípio!
... digo eu!
Concordo com o comentário anterior.
Normalmente o fim gera um novo princípio.
Beijos
Simplesmente: MAGNÍFICO.
Um MAR DE BEIJOS PARA TI.
É muito interessante a forma como sentiu e interpretou este diálogo-aberto. Disse e disse muito bem. Bem haja, Inês, pelo seu retorno.
É mais do que bem vindo. É uma forma de eu própria perceber melhor as palavras que saem de mim...
Beij*s
Princesa, tu estás muito presente neste diálogo-aberto. É essencial que o saibas!
Beij* "azul e branco"
Acabamos todos por ser pequenas estrelas solitárias que caminham em direcção a casa.
Beijo doce.
Hajam as estrelas certas para partilhar a sua Luz e já não seremos tão solitárias.
somos sempre estrelas solitárias amiga. e no fim morremos nos nossos braços.
Estrelas nunca o seriam se não existisse firmamento. Talvez então não sejamos assim tão solitários.
Vi nitidamente expressa aqui a mensagem de Paulo Coelho em "Alquimia".
Obrigada pela visita ao coiso que é meu e de mais 3 amigas.
Caramba, gostei!
Blimunda, nunca li nada de Paulo Coelho (ainda!). Foi um prazer coisar no vosso coiso. Parabéns!
E concordo contigo: as estrelas não se pertencem - são do firmamento.
Longe de solitárias, não será por mero acaso que irradiam Luz... Para si mesmas? Hmnnn... na.
Sam, é curioso mencionares "braços" (para além de estrelas). Já viste a pintura da Elisabete Monteiro? (Está na mensagem, imediatamente, anterior a esta). Na verdade, não sinto os meus braços assim tão meus, por isso, mesmo que morra sozinha (ou "solitária") terei sempre uma vaga sensação de estar a devolver o que foi meu por empréstimo... Só espero que eles tenham "crescido" muito, muito, entretanto :)
Beij*s estrelad*s a Todos
(...)
- Eu sei.
- (silêncio) Dada?
- Sim?
- Estou de partida...
- Ou de fugida?
- Talvez. (silêncio)
- Até já.
- Até sempre.
(silêncio)
- - - - - - -
Bom (re)começo depois de mais este fim! Até já! ;)
Beijo doce e bom fim de coiso amiga!
Obrigado pela visita à Tasca :D
Espero ver'te lá mais vezes.
Quanto ao texto, muito bonito.
Saudações Tasqueiras.
Tal como nascer, morrer é o princípio de outro começo! Não tenhas medo do fim! Apenas vive preparando-te para o fim como se fora a meta que te transporta para um novo início!
Jorge Mota
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