sábado, 31 de janeiro de 2009

Antes


(Em minha casa.)

08:22h. Antes de ir trabalhar. Do lado de lá do espelho.

"Quem sou...




... eU?"

Os outros


(Em minha casa.)


Quase-diários, minhas-casas-palavra.

Bem hajam...




... pela alternativa.

Por me lembrarem que posso, a qualquer momento, escolher.

A Caminho

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

tarde espumosa


(Fiquei temperada, sim.)



("Hera, não era"...? Estava lá, assim mesmo, no meio do areal.)



(Praia de Canidelo)

Sou um muro


(Barragem do Cabril)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Esperança I


Foi perto de .




Eu-que-quero-acreditar-e-busco-sinais-simples-nas-coisas-simples

Confesso


Menti-te.
E é insuportável.
Sobre o abraço que te enviei... Era mentira. É sempre mentira.
Porque, na verdade, não te abraço.
Porque, na verdade, era mais do que o abraço…
Porque o que eu queria, mesmo, era habitar o mesmo útero que tu habitaste e ser esse útero e ser a placenta e ser o líquido amniótico e ser a tua pele e ser tu.
E, quando não se sabe ser mais, mente-se.




Eu-que-me-confesso-mas-não-me-redimo

"Every... is sacred!"


(Gaya-city)

Uns e Zeros


(Igreja perto de )





Eu

Bem-vindos...




... ao aquecimento global!




a derretida

domingo, 25 de janeiro de 2009

Coup de Foudre


(Perto de casa.)

Sucumbi ao impulso: parei o carro no meio da rua - sem os quatro piscas - e fui ter com ele.

" - Dás-me um coiso, dás?..." E ele deu.




Eu

Surya Namaskar


(Perto de )

E vem um viralata provinciano (em plena Saudação-ao-Sol) lembrar-me que já não faço Yoga há três semanas?




eU

O Momento da P-alma I

meu quase-diário, minha-casa-palavra











Um habitáculo feito de palavras que edificam ou re-edificam, que não se ousam partilhar, mas que têm de sair pelas frestas, pelos poros deste edifício que carrego.


Quando o turbilhão é imenso e os outros abrigos não protegem, é aqui que paro, sem conseguir parar.









eU

Obrigada, Néné!



Não, não é por todas as "coisas" que me-Nos dás, compulsivamente. Lembras-te da Joana ter oferecido a grinalda que lhe fizeste a uma menina que apareceu por lá? Logo de seguida, tu ofereceste-lhe outra, sem hesitar. Foi esse "sem hesitar", Néné... Por isso, se fores "algo", também és fada.




Eu

Pitonisa Joana



... a Contadora de Extórias, Fada-da-Natureza, que todos os dias mata fumo com a sua magia.


(Há dias , sem razão aparente, Ela ofereceu-me uma carta: a dama de espadas...)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Extorinha

"- Joana, contas-me uma história?

- Errrr… Sim, Suzana! Esta: o cucadilio aparecia e a cadela transformou-se numa menina e lutou e matou o cucadilio.
O cucadilio era um rapaz e tomou alívio e ficou todo bom e foi para casa e ficou feliz para sempre. Já acabou. Foi só essa.
"


(A Joana tem 4 anos e tenho quase a certeza de que nunca leu Kafka.)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Lento Despertar


(algures, do Porto)

- Dada?

- Sim?

- Tenho medo.

- Medo de quê?

- Ainda não sei.

- Não tenhas.

- Preciso de fugir.

- Talvez não precises.

- Mas, Dada, aqui sufoco.

- Então, foge. Se regressares, estaremos todos aqui à tua espera com as nossas imperfeições.

-Talvez não volte. Talvez me esqueça do caminho por me ter esquecido de mim…

- Talvez não voltes, mas o teu caminho terá de ser retomado onde quer que o deixaste. Para onde quer que tenhas ido... Aqui ou lá. Na verdade, o lá que buscas é aí.

- Talvez. (silêncio) Dada?

- Sim?

- Tenho medo de mim.

- Eu sei.

- E agora?

- Agora, enfrenta-te.

- Dói ser eu toda.

- Não te iludas. És tu que queres que doa para te sentires heroína. Na verdade não custa nada ser o que sempre foste.

- Talvez. (silêncio) Dada?

- Sim?

- Acho que falta pouco.

-Eu sei.

(silêncio)

- Dada?

- Sim?

- O meu fim é o meu começo.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sinergias Textuais


Pintura de Elisabete Pires Monteiro



há um corpo menos escravo por aí
que contesta o embuste do a-braço
que se torna no busto-perna-braço
que adentra o próprio corpo que habita o traço
e se quer mais alma

há um corpoabraço
desintoxicado dos barbitúricos claustrofóbicos
absolvido dessa parte material e almofadado de eridiscências
salvo de indecências platónicas e de nascimentos apocalípticos
livre de anatomias agrilhoadas em rimas canónicas
ampliado conicamente pela mera vontade poética da engenharia dos materiais metorgânicos

há um corpamplexo azul à solta
que se despe dos corpos inferiores
que afoga o afago no pensamento
como um ovo celeste por chocar
que desliza tela afora pela via dos membros superiores
incomensuráveis
do Conselho Universal do xifoíde supra-astral

É a elegia à metáfora da fusão
a liberdade de Ayur
na paleta das sinergias textuais
fora a fecundar que se fizera justiça ao genoma
e só assim puderam salvar-se uns aos outros e viver felizes para sempre
tudo porque eclodiu esse corpo com braços que esticam
como frases que não se conseguem terminar




Poema de Suzana Guimaraens

domingo, 4 de janeiro de 2009

momento inteiro



Esta é uma bola de sabão (i)mediática, cuja efémera existência se resume a umas milésimas de segundo no dia de Natal.
Foi uma vida feliz, inteira, sem reticências.
Ao pôr-do-Sol nasceu e ao pôr-do-Sol morr...






...eU

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