segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ars Efemera

Quando de palavras monocromáticas e sensaboronas andam as bocas cheias, nada como uma instalação (sim, mais uma) 100% caseira e comestível para nos reactivar os sentires e os ânimos e nos fazer esquecer a sensaboronice das rotinas e das "crises".




(Atente-se nas gambas semidesnudas-semifritas, na subtil-negligeé raspa de laranja a dançar com o Parmigiano-Reggiano camuflado, apenas em forma, na linguini serpenteante nos sucos ai frutti di Mare... Ai.)


(Repare-se na cadência das nozes entre e ao sabor da integralidade da massa...)

Claro que se admitem uns tantos "hmmmnnnnn" enquanto se mastiga; mas, enfim, não se trata, propriamente, de palavras... São sons que integram a instalação que o artista-quereria-ele-apenas-ser-efémero, sabiamente, já previa.
E a conversa até pode ser da treta ao Barack Obama, mas os sentidos - pelo menos os meus - esses estarão sempre mais empenhados em devorar arte...

É. Eu tenho destas coisas.




Obrigada!






Suzanna, toujours gourmande

2 comentários:

MF disse...

Festinha pela festinha no ego. Mãos têm ego, do dono.
Não sei se tanto valem assim as minhas habilidades, expô-las ao mundo!
Habilidades caseiras, quer dizer pequeninas, modestas, nada de grande merecimento, a não ser o que o teu afecto generoso releva.
O que eu gostava de saber tocar concertina!

Suzanna disse...

Se soubesses tocar concertina, deveria ser tão bem e com tanto afinco quanto cozinhas todos os dias...

Parabéns pelas tuas saborosas criações efémeras.


Beij* terno


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