domingo, 9 de novembro de 2008

Espelho


(Francelos)

Chovia.

O Céu contemplava as suas gotas vertidas na água, vendo-as misturar num sal purificador.
Com dor segregada, incontida, o Céu não temia o que via. Apenas se deixava ser e contemplar. Havia mais nuvens para verter. Era urgente o reflexo dançado, molhado.

Sem água, o Céu nunca se saberia.



eU

2 comentários:

Nelson disse...

Até o céu precisa de verter as suas lágrimas para se dar conta de como pode ser genuíno antes de regressar ao seu brilho envolvente.
*

MF disse...

Palavra puxa palavra, palavra é pensamento, ideia, ideia puxa ideia, entrelaçam-se, tecem nexos e conformam o que existe e o que nunca foi, com rigor ou fantasia.
Palavra é o conceito e o poema.
Gosto das tuas palavras, sabes!


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