domingo, 5 de outubro de 2008

Flor-Luz... Lys


(Jardim da Rosa Maria)


Há dias assim, como este 5 de Outubro, roubado a um domingo.
A mão invisível do tempo tece-nos, entrelaça-nos, a mim a ao jardim. Somos.
Escutam-se os odores, tacteiam-se os sons, saboreiam-se as cores.
As borboletas cruzam-se e emparelham-se num voo lúcido e eufórico, espalhando o seu pó: uma promessa de Liberdade.
Tudo exala uma Luz doce, morna, vibrante e vivificante.
Esta alegria infinita da Mãe fecunda-me de Esperança e faz-me esquecer as pseudo-maleitas, a crise, as filas no trânsito, as tampas nos ventres de peixes e de pássaros, a solidão e o abandono que nunca existiram.
Imperfeita-perfeita, irrepetível. Respiro mais dentro.
Expiro para o mais fora de mim.
Aceito-Me, aperfeiçoo-Me, refino-Me neste tear materno, tecida de Luz e de pó de borboleta que vem de longe.
Amo-Me e, ampla, sorrio para mim e para o Mundo.



eU

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