sábado, 27 de setembro de 2008

Era uma vez...


... dois metros quadrados de pele por escrever.




eU

(Gerês)

"Nos primórdios do tempo, na criação da humanidade, a árvore e o sagrado sempre estiveram unidos.
O nome das árvores deriva em Maia de Teol, nome que se dá ao sagrado. Te quer dizer árvore; Ol, espírito.
Os maias representavam a árvore sagrada com o hieróglifo T.
O T simbolizava ainda o Ar, o Vento e o Alento Divino.
Para eles, a árvore possuía espírito, vida e sensibilidade."

Alberto Beuttenmüller

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Pormenor


(nearby Lavander Lane)


Não sei porquê, mas o Pormenor prende-me sempre a retina com particular convicção, como se dentro do pormenor, por mais enfadonho ou insignificante que este pareça, pudesse sempre conter-se todo um Universo... Um Universo ao qual, de algum modo, me compete ir fazendo sucessivos zooms.

Sim, acredito no Infinito... (Embora tenha uma máquina de fotografar rasca.)



eU

Sexo

Sim, já se sabe o que é a revista Time, mas às vezes sai das marcas, senão vejamos o que afirma Ulrich Weinzierl sobre Kafka na edição September 1, 2008:
“Finally the literary stylite has fallen from his pedestal and is as much a sinner as you or I.”
Denotar-se-á aqui um certo regozijo? Naaa, impressão sua.
Mas e tudo por que…?
Parece que o brilhante escritor era assinante de uma qualquer “highbrow pornography”, facto que o habilitou, segundo o senhor Weinzierl, e sem margem para further judgments, a ter pés de barro e a descer ao nível da mediocridade dos comuns.
Na parte que me compete, não como consumidora de pornografia (apenas porque já “dei umas passas” e o que vi não curti; mas isso sou eu!) tirava-lhe o chapéu, a ele, não o meu (apenas porque não uso) e dava-lhe os meus parabéns: “Afinal, Franz, também era por isso que lhe saía tão bem…”
Sim, porque ou se faz, ou se reprime e quando se reprime, o que pode acontecer é enlouquecer ou, no mínimo, consumir porno.
Já agora aproveito para o desabafo: se porno fosse sinónimo de forma de arte, de amadurecimento de contemplação, de forma elevada de meditação, de sublimação ou, tão-somente, de fonte de um prazer autêntico, alicerçado na partilha, de ampliação de conhecimentos, “aprenda a dar prazer”, e por aí adiante…
Mas o que vi, ao nível dos filmes (e só posso falar pelo que vi) não ia além da repetição obsessiva de posições e movimentos estilizados , apenas direccionados para o prazer do homem, do homem-grunho, que ainda não sabe muito bem o que é um clítoris ou um ponto G, e muito menos o seu potencial, e cujo prazer tem, obrigatoriamente, que culminar sempre numa ou mais caras (porque convém mesmo que seja na cara) a escorrer sémen.
Uma vezita ou outra, mas…. “Oh, meuze amigoze!”… sempre?!
Ainda assim, estou em crer que, apesar de mercantilizado, o corpo humano (como desde sempre), no tempo de Kafka, ainda não estaria tão viciado nestes padrões. E se estivesse noutros, enfim… Se fazia bem ao Kafka, faz-me bem a mim.
A questão é: porque não evoluiu ainda mais a pornografia?
Por que se consome assim mesmo? Por que há quem goste dela tal e qual, acriticamente? Não é assim que há tráfego cibernético? Não é assim que dá dinheiro e dinheiro “makes the world go around?”?
Por isso, evoluir para quê e para quem? E quem é mesmo que quer evoluir? Quem pretende a derradeira metamorfose?
Acredito, ainda assim, que, a ter que existir pornografia, quanto melhor esta for, maior o prazer que todos temos, directa ou indirectamente.
Agora alucinando ainda mais, e se não houvesse mesmo pornografia e apenas sexo para todos (os que quisessem, obviamente) sem repressões e sem medos?…
Uma sociedade estruturada de maneira a que nunca ninguém sentisse necessidade de recorrer a porno, a cybersex, com ou sem webcam, a putas, a mulheres e crianças indefesas?
Era o Céu?
Quereriam todos este Céu?
Apenas sinto, mais do que sei que, com ou sem rosto, o sexo é uma “coisa” com Alma…

Pronto, admito: é um título enganador...



Suzanna

(nearby Lavander Lane)


Aranha, aranhinha, tenho medo de ti ou sou tu?




eU

domingo, 7 de setembro de 2008

Branco-Prata

Marés de Vida


Um banho de Branco, ontem, nas marés espumosas.
Banho dançado nas marés vivas deste Setembro de virar páginas em branco.
A cor, o sabor, o som, o movimento daquele branco...
Lembrando o casal de góticos de olhar terno e branco, lembrando que a cor é portadora e condutora de energia, lembrando que cada um de nós tem o seu processo individual e que compete a cada um escolher a cor que enverga, as cores com que se pinta, as cores em que se banha... Em cada momento específico da sua caminhada, em sintonia consigo mesmo, consciente e livremente. Dizem que a Lucrécia Bórgia preferia o vermelho... ;) Teria, concerteza, as suas razões.
E a Vida é esta paleta de cores em permanentes remisturas, um caleidoscópio giratório, um arco-íris fluindo através de nós…


A cor é uma "coisa" interessante, não?



eU

sexta-feira, 5 de setembro de 2008


(Bologna)


"Turismo de massas".

É, sai, de facto, muita massa... Mas também entram "pipas" que valem muito a pena.



eU

(Bologna)

(Firenze)

(Firenze)

(Firenze)

(Firenze)

(Firenze)

(Firenze)

(Firenze)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

As Cores do Meu Tempo

O que seria do Branco sem o Preto e vice-versa?...

Por que é que, agora, o Branco se cola tanto à minha pele?

... Uma segunda pele... A espuma na crista da onda, o véu de organza que tinge a noite cerrada.
Ao ritmo de um nascer-do-Sol, o Branco, simplesmente, irrompe.
A minha Aurora.
Todas as cores e só uma, A Cor, imolando-se nos meus corpos, à guisa de tela incauta e ávida, por estrear.

Sim, é o meu tempo do Branco, da Luz, da expansão, da volição...
De areais por calcorrear, de páginas por escrever, de nuvens por espremer.
É urgente dançar com as estrelas, é urgente ser o Cristal... E há um tempo para tudo.

Farewell, "Woman in black"!... You've done your time.


eU


(Alannah Myles, your "Black Velvet" is now rough, still, necessary...)

888


contador gratis