Quando eu for grande, quero escrever assim...
"O gesto
A questão será o modo como segura uma maçã
quem gosta de maçãs
e como se lida com a
imundice? A questão será
como se mantém no pensamento
algo que se quer
possuir e como pega o vendedor
no pechisbeque que pretende
vender? A questão é
quando não existirão cem
poetas que confundem esse gesto
com estilo."
George Oppen
Cinco poemas sobre poesia
1968
Bem haja, David F., pela partilha.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Era uma vez uma nota perdida da música. A nota requebrada estatelou-se no palco e todos ficaram a olha-la, ali, despida no silêncio.
Mas a voz quente levanta a nota e o sonho morre ali mesmo, ao realizar-se.
A nota reencontra a pauta da voz e pendura-se, leve, na harmonia da composição, reveste-se de sedas acústicas da cor do dia e de aromas nocturnos alheios ao tempo. Depois, mergulha, definitivamente, na onda da voz, abraça o seu fogo e atinge a gravidade zero.
09-08-03
eU
Mas a voz quente levanta a nota e o sonho morre ali mesmo, ao realizar-se.
A nota reencontra a pauta da voz e pendura-se, leve, na harmonia da composição, reveste-se de sedas acústicas da cor do dia e de aromas nocturnos alheios ao tempo. Depois, mergulha, definitivamente, na onda da voz, abraça o seu fogo e atinge a gravidade zero.
09-08-03
eU
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Música
Aqui qualquer ruído que eu faça é imenso. Pena os carros ao longe. Pena as redes. Os gamos estão lá dentro. As borboletas, os coelhos, os aranhiços cirandam em meu redor… Iria jurar que vi uma gineta. Apesar dos carros ao longe, aqui o tempo escorre sem tempo. E é importante este oásis atemporal, aqui no meio, mesmo com os carros ao longe. Pena as redes. Para onde iriam os gamos? É um mal menor, como a ... Porque seria pior sem, no meio da selva de betão, sem coração, onde a palavra coração é pirosa e cumprir promessas está fora de moda.
Parque Biológico
Julho, 2008
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Animais,
Parque Biológico de Gaia
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