segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

:-)


(Constância)

Há terra que se aninha na terracotta e na pedra. Depois há uma sementinha mais perseverante que consegue chegar mais alto. Depois há "boas-noites" que se abrem ao dia e fazem esboçar sorrisos simples.
Depois não sei.





Suzanna "Telhúrica"

Ars Efemera

Quando de palavras monocromáticas e sensaboronas andam as bocas cheias, nada como uma instalação (sim, mais uma) 100% caseira e comestível para nos reactivar os sentires e os ânimos e nos fazer esquecer a sensaboronice das rotinas e das "crises".




(Atente-se nas gambas semidesnudas-semifritas, na subtil-negligeé raspa de laranja a dançar com o Parmigiano-Reggiano camuflado, apenas em forma, na linguini serpenteante nos sucos ai frutti di Mare... Ai.)


(Repare-se na cadência das nozes entre e ao sabor da integralidade da massa...)

Claro que se admitem uns tantos "hmmmnnnnn" enquanto se mastiga; mas, enfim, não se trata, propriamente, de palavras... São sons que integram a instalação que o artista-quereria-ele-apenas-ser-efémero, sabiamente, já previa.
E a conversa até pode ser da treta ao Barack Obama, mas os sentidos - pelo menos os meus - esses estarão sempre mais empenhados em devorar arte...

É. Eu tenho destas coisas.




Obrigada!






Suzanna, toujours gourmande

Talvez


(na minha casa)

... apenas seja necessário o Silêncio.




eU

domingo, 28 de dezembro de 2008

Detalhe




... desfocado de um vestido de fada.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Arrepio



Neste Natal há uma menina de 4 anos que pediu ao menino Jesus e ao Pai Natal (sim, a ambos) um vestido de Fada-da-Natureza. A mesma menina percebeu, à sua maneira, que a mãe não vai ter o seu contrato renovado a partir de Fevereiro e disse:
"Não podem tiar o tabaio à mina mãe.... Ela pexixa de dineio pa-a compar comida!".

Neste Natal, Menino-Jesus-todos-os-anos-renascido-que-mais-mês-menos-mês-serás-crucificado-por-nós,
eu acredito na lâmina da verdade e como, depois do corte, todos ficamos mais leves e, apesar da dor, mais inteiros.

A menina não precisava de saber, mas descobriu sem se querer e, se foi assim, então deve estar perfeito.

Neste Natal, anjos, guardiões, fadas, santos, devas, dríades, seres do Além e do aquém, com asas e sem asas, feiticeiros diários conscientes e inconscientes, a todos os que conhecem e desconhecem o Natal, a todos os que o vivem intensamente e a todos os que se borrifam, ofereço-Vos este arrepio. É portentoso. Só quem tem carne e é imperfeito o sente.

É... Partilho conVosco um arrepio. O arrepio de me sentir viva, aqui. É o mundo imperfeito onde eu, ocasionalmente, também nasci, num dia qualquer, e também renasço a cada momento, apenas porque assim o desejo. Nada é definitivo. Nem a própria morte. E eu estou diferente neste Natal.
Senti comigo este arrepio de Ser-aqui, feito de alma e de carne.
É a minha prenda com asas brancas.

Neste Natal, algures, a Luz faz sombra. Mas não faz mal. Será também um Natal mais cromático, mais inteiro. Como nós.

Ah, e a menina vai ter o seu vestido...



um Abraç* arrepiado




SuzaNatal

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ressuscitando


(Porto - Torre dos Clérigos)


(...)

Ressuscita a cidade
Resgata-a do mijo nas esquinas
e do medo do escuro
Sobe à Torre dos Clérigos
De vertical tão puro

(...)





Suzana Guimaraens

Herzlicher Dank!


(Porto-Gaia)

Laço-Kitsch


(Porto by night)

Há laços que enlaçam
mas não abafam
Há laços que nos soltam e abraçam
que nos lançam no incomensurável universo das coisas vistas e por ver

raízes de organza e seda de um vaso maior
que se nos estendem e nos entendem
e fazem crescer

Há laços de arame farpado
que estrangulam até o silêncio
e só conjugam o verbo morrer.



eU

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

"road to nowhere"....


(Figueira da Foz)



.... or is that the Sea I see?




eU

Mighty Roots


(Could it be anywhere?)

They will always be there,

even when you forget about them

or deny their existence...



eU

Aguardemos...


(Porto - Batalha)




eU

22 - Carmo


(Porto)

Um dia destes, apanho-te...




eU

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Homenagem


(Tomates brasileiros da Quinta da Tia Cândida)




Depois, comi-os... Contra os meus princípios, com bastante açucar.





SuZannah

Obrigada, Zira!


(Quinta da Tia Cândida)

Deeper


(Parque Biológico de Gaia)

I need deeper. So much deeper.




SuZannah

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Hera e não Era


(Parque Biológico de Gaia)



Sou e não sou



SuZanna

Vazio o banco...


(Parque Biológico de Gaia)



Estava vazio o banco sob a "Árvore dos Sonhos".

Um grande livro aberto...




SuZanna, em aberto

ConSensações


(Parque Biológico de Gaia)



SuZanna

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Not Alone Anymore


(acesso À praia)


My paths have always been your paths. Now I know I'll never feel alone anymore.



I

quinta-feira, 20 de novembro de 2008



O tempo parou sem que a abóboda celeste deixasse de girar.

Uma estrela cadente tão próxima, tão veemente, ainda assim, demasiado fugaz...

Deixei lá uma susana, que já não fazia sentido, mergulhada nas águas. De vez em quando lembro-me dela, com ternura.

Hei-de deixar lá mais susanas e regressar sempre Suzanna, cada vez mais perto...





EU

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A Carta nunca Enviada

Na verdade, nós não inventamos nada. As ideias, os conceitos, as palavras andam por aí à solta, gravitam à nossa volta, fremitantes, ávidos, disponíveis para serem apanhados por quem quiser...



Deusa…

Sim, é assim que te chamo, é assim que te evoco nos meus sonhos a dormir e acordado. É assim que te tenho em mim. Foi no que tornaste com o passar do tempo.
Eu apenas sou um homem diferente, de carne e osso, que quer pôr fim à dúvida.
Sabes?... Nada melhor do que a dúvida para alimentar a paixão e a obsessão…
É verdade que sou um homem limitado ao seu orgulho.
É verdade que para te sentir inteira a meu lado teria de saber.
É verdade que para ser inteiro ao Teu lado teria de saber… São as dúvidas que me apoquentam os dias. Já me conheces. E eu queria desfazer algumas… Sim, quero a verdade… É urgente a verdade para Te ter ou para me desfazer da quimera, ainda não sei… Só Tu me podes dar essa verdade que eu sinto merecer.
Deusa, preciso de ter a certeza de que não escreveste as cartas ao “falecido”.
Deusa, preciso de saber se os sentimentos por ele eram, de facto, transcendentes ou se apenas me provocavas para eu querer ser mais em Ti, para eu simplesmente ser mais, de forma inequívoca e mais inteira.
Ironicamente, foste Tu quem se foi convertendo nesse ser transcendente e inacessível, envolto em mistério e misticismo. “A Deusa Feiticeira”…
Ironicamente, também, sou eu agora quem Te escreve uma carta em papel… Bem sei, nos dias que correm, romântico demais. Apeteceu-me. É algo que se toca e cheira. Imanente. Algo certo, que não desaparece com uma falha de electricidade ou de uma bateria. Porque incerto já foi o nosso caminho. Porque incerto já sou eu, nas minhas falhas, na minha indolência, nas minhas inseguranças, nas minhas incertezas, na minha volubilidade. Perdoa-me, se conseguires.
O que me surpreende em mim é que, apesar das dúvidas acerca dos Teus actos e sentimentos do passado, é o amor que me move a escrever estas breves linhas. É o querer aceder à Deusa do presente. Não é a obsessão. Não é apego à memória. Já o foi, durante o tempo suficiente. Mas basta! Agora é o Amor e a esperança em Nós o meu combustível.
Digas o que disseres, respondas o que responderes (ou não) estarás sempre em mim. Com a mesma certeza com que o afirmo, também sei que não conseguirei conviver ao Teu lado sabendo que amaste outro e que lhe escreveste cartas de “amor transcendental”… Sobretudo sendo esse “outro” um ser tão corruptível e com tão profundo desrespeito por si próprio e pelos outros. Uma parte de mim lamenta esse orgulho. Outra parte de mim orgulha-se desse amor-próprio. São os meus paradoxos. Espero que me entendas. Porém, conseguirei ter-Te sempre no meu pedestal interno, aquele onde não habitam mágoas.
Deusa, foste um marco, se quiseres, és O marco. E não há como te contornar!
É importante que saibas que contigo nunca estive tão vivo, tão apaixonado, tão perfeito, simplesmente, por estar mais perto. Que soe a pieguice. Estou-me nas tintas! A culpa é Tua.
É importante que saibas que a quereres-me por isto que sou, mesmo com os meus brios de macho, mesmo com os meus labirintos de menino, eu estou aqui. Estou aqui para Ti. Inteiramente nas tuas mãos. Disposto a viver debaixo do Teu tecto. É bom que quanto a isso não haja quaisquer dúvidas.

Pronto, que aqui fique registado para a Eternidade, se é que ela existe… Foi este o caminho que percorri até Ti e agora só me resta saber a verdade. Mereço-a, porque também eu me tornei o mais verdadeiro possível. Mas, sabes? Apesar das minhas dúvidas e independentemente da tua resposta, tenho esta profunda convicção que me acompanhará para sempre:
“Só o Amor é importante!” e seria injusto privar-to de o saberes:

Eu amo-Te, Deusa, e amar-Te-ei enquanto ousar recordar.

E talvez pouco mais haja para se saber…





Sim, dar "Voz" também pode ser dar Vida. Eu gostaria que assim fosse.



Suzanna

domingo, 16 de novembro de 2008

Passer-by


(No passadiço)

Durante toda a tarde, talvez tenha sido o único que me olhou com a Alma nos olhos...


(Ainda no passadiço)






Suzanna

II Posso?

Quantas vezes por dia somos inteiros no que dizemos e no que fazemos?

No como o dizemos e no como o fazemos?

E se pudéssemos ser cada vez mais inteiros?
Sem fragmentações auto-hetero-impostas? E se pudéssemos ser cada vez mais autênticos? Deixar cair lentamente máscara a máscara, a máscara da máscara, até ficar pele, só pele, sem a cosmética da incoerência do engana-te-a-ti-próprio, do sê-assim-porque-fica-bem.
E se pudéssemos ser cada vez mais essência, mesmo a parte podre, e amarmo-nos mais a nós próprios e ao Outro nessa genuinidade despudorada “nua e crua”, primeva, ainda assim, apurada, mesmo sem maquilhagem, sem depilações, sem cabelos pintados ou madeixados, com hálito da manhã, remelas e peido… Porque a pele é macia, mesmo com rugas e sente dor e prazer, mesmo com rugas. (O cheiro da minha avó Júlia era doce, ajasminado…)
E se pudéssemos operar a fusão dos heterónimos, dos criados por nós em nós e em nós pelos outros, tirando o "Srª Drª" e o "Sr. Inginheiro”, sem ter de escolher entre o ser-se espiritual e o gostar de bom sexo?

Não me compartimentem, não me carimbem títulos. Isso está para o eco-ponto: "Não misturar plástico com vidro!"
Freiras estanques, putas estanques, deixem-se ser inteiras! Assim desaparece o pecado. É inevitável. O que é inventado tem de se dissolver.

E se acreditar no, até aqui, inusitado é “ter pancada”, então eu tenho.
Se dizer “não” ao “tou excitado” porque não sinto é ser má, então eu sou.

É a globalização dos orgasmos. É a extensão totalitária do prazer. Quem se expõe está a ser programado, condicionado, tal como o cãozinho de Pavlov.

Oh, deixem-se ser INTEIRA, UNA-NUA-pensamento-palavra-acção!

Posso?




Suzanna

MoTempum

Às vezes gostava de não pertencer a tempo nenhum, sem guerras, sem traumas paradigmáticos. Compreendo, porém, que é, justamente, no estar “Aqui e Agora” que pode surgir o deslumbramento, a esperança, a Vida, o Ser-se-Humano.

É no ser do tempo que a mudança pode ocorrer…


E é esse o tempo: um tempo de mudanças nunca vistas!




EU

I Posso?

Posso preservar-te assim longínquo, puro? Elevar-te a deus e ver, à distância, a tua obra ampliar-se?

Posso?




eU

Clandestinando


(Firenze - foto "sacada" à guisa de Bond Girl)


Quando a transgressão se limita a tirar uma foto e, na verdade apetecia muito mais, instala-se uma incómoda sensação de tédio. Trazer o David para casa não me passaria pela cabeça, nem tão pouco um dedo, mas...
No dito "turismo de massas", que temporiza a nossa própria fruição e que nos encaixa em pacotes, digam lá se não apetecia rasgar com os "cânones neo-clássicos" e imaginar um filme inteiramente diferente rolar... Uma escultura que se re-esculpe, um descer do pedestal, o homem rumo ao pedestal, a fotografia da fotógrafa pela estátua. Ou apenas fugir.
Eu iria jurar que, com esta, o David me piscou no olho, assim meio de soslaio...





eU

domingo, 9 de novembro de 2008

Espelho


(Francelos)

Chovia.

O Céu contemplava as suas gotas vertidas na água, vendo-as misturar num sal purificador.
Com dor segregada, incontida, o Céu não temia o que via. Apenas se deixava ser e contemplar. Havia mais nuvens para verter. Era urgente o reflexo dançado, molhado.

Sem água, o Céu nunca se saberia.



eU

Contra-Luz


(S. Pedro)

... ou Pela-Luz?




eU

A espera


(Tendais)


... da cadeira.

Ela aguenta. Eu também.



eU

Se...

Se eu produzir 4 textos de qualidade em cada 30 anos, ao 60 terei 8.
Talvez dê para editar...



Suzanna

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Refúgio


(Tendais)

Cá dentro o ranger do soalho. Lá fora a terra molhada.




eU

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Music&Stones


(Eclectic enough)

Music and Stones… I live surrounded by both.

I believe in the power of Sound as I believe in the power of Stones.

Both are Universal means of communication.
Both were present throughout human History, expressing culture and subcultures.
Both may separate (New-age, World-music, Gothic, Punk, Jazz, Grunge, Rock, Alternative, and so many other walls…), but both may also gather (Woodstock and so many other bridges…).
Both can change our mood. Both can make us dream. Both may relax and excite us. Both may help us to express our inner emotions.
Both may help us to remember, to forget, to forgive, to create, to see beyond …
Both can build a bridge between human beings and between human beings and Kosmic life.
Both have the ability to change people’s mentalities and behaviours.
Both have the ability to transform reality.
Both have the power of Transmutation.

Both can heal.
And this is their highest form.

Without sound, there would be no stones and vice-versa, since both are interwoven in the same way as we all are.

“Kosmos would extinguish itself without the existence of the soundless Sound that sets ethers in movement, gathers particles together, creating and dissipating structures.”

This soundless Sound I find in silence. The same silence which allows Music, Poetry and Art in general to penetrate our minds, hearts and souls.
The “secret” that allows recognition and awareness.
Such as in Black and White or as in Male and Female.
In between atoms there is emptiness. In between notes there is silence. As a result of their fusion, “Life” happens.

The Creator was an artist as well. I’m so certain She-He also wants us to be!
May we be wise and sensitive enough as to know how to combine sounds & soundless Sound, shape & Void…

I believe Portugal is about to uplift the world with astonishing artists willing to “give new worlds to the World”, this time, however, without slavery, vanity and greed.


Light, Love & Peace are never too much… “Thinking globally and acting locally”!



Suzanna

domingo, 26 de outubro de 2008

Depois de um dia de confraria...


(Lavadores)

Chlép!


(Quinta da Tia Cândida)

Ai, ai, eu e os Ovos!...

Mas, bem haja, Cândida. Que mimo! Foi uma verdadeira orgia de sabores e texturas... Nham, nham! Shhlerrp, chlép, nhamm... :D



Suzanna

sábado, 25 de outubro de 2008

Trifurcação


(Gaia)

Todos os caminhos vão dar ao Mar.



eU

Fila de Trânsito


(Campo Alegre)

"Detesto filas de trânsito! I hate traffic jams! Detesto filas de trânsito! I hate... Humnn?...

Árvores!

Click! (suspir*)

... Onde é que eu ia? Ah, pois... Oh, Porto, amo-te Porto, Porto eu tchi amo..."


(sim, tudo isto em semi-andamento)




eU

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Voyeuse





Foi um abraço longo.





eU

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Partilho


(Parque Biológico)

Partilho aqui o desconhecido-para-mim, o ainda-sem-nome, pela emoção estética, pelo momento de Paz e simultânea-doce-euforia, pela fruição da descoberta, pela perene certeza de que a Terra-Mãe jamais cessa de dar, dar, dar... E dar... Incansável e incondicionalmente.





eU

My Favourite


(Parque Biológico)

O perpétuo sortilégio de uma rosa de Santa Teresinha:

Como pode algo tão discreto exalar tamanho aroma?




Também há pessoas assim... Curiosamente, tendem a ser as minhas "favoritas".




eU

sábado, 18 de outubro de 2008

Algumas questões-evasivas-Sendo


(Foz)

A questão é… se os azeiteiros sabem que são azeiteiros,
e se os políticos têm noção do seu grau de corrupção e de como os seus valores apodreceram ao longo do seu processo de escalada ao poder.
A questão é se uma mulher é frágil ou se a tornaram frágil por causa da cruz e da eterna virgindade de Maria.
A questão é se os pais abandónicos se apercebem de cada vez que abandonam...
A questão é se as lavagens ao cérebro são obra de mentes já pré-lavadas e se um regime democrático pode coexistir com uma imprensa manipuladora e um público manipulado.
A questão é se a mentira e a obscuridade têm de durar para sempre.
A questão é porque tantas vezes se age como se tudo já tivesse sido dito e feito, quando há ainda tanto por dizer e tanto por fazer.
E não é por mim…

É por TODOS. SODOT.

Mesmo os indolentes, os instáveis, os cigarra, os procrastinadores, os parasitas, os pássaros livres, com uma bússola em forma de falo, os que vivem de e para os elogios e para os comentários…
Sim, mesmo esses. Porque o simples facto de se estar aqui, mesmo aparentemente sem fazer nada, o simples-estar-aqui emana…
Emana pensamento, emana energia, whatever that means… Quanto mais não seja, emana mau cheiro…
E para se estar não é preciso muito para além de se respirar.
A questão é se se está sendo isto ou sendo aquilo. Sendo poesia ou sendo prosaica sardónica. Sendo o profundo branco ou sendo o negro obsessivo.
Porque nós podemos ser tudo isso… A qualquer momento.

A questão é se vale a pena escrever sobre isto, porque ninguém lê, ou se lê não parece que leia.

A questão é se vale a pena partilhar porque a verdade é que as palavras não mudam nada, apenas ocupam espaço.

A questão é se vale a pena dizer que Vos amo, sendo mesmo assim, se não quero, rigorosamente, ninguém.
A questão é se para Vos fecundar eu tenho de entrar dentro de Vós ou Vós dentro de Mim, ou se basta deixar um ovo aí perto, porque eu não quero adentrar ninguém!
Eu não tenho de entrar dentro de Vós...
Eu não quero ser a Voz de nada...
Eu não quero ser a chave nem de um postigo,
Eu não quero nada a não ser...

Ser




EU

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Doce e goda Teca...


(Quinta da Tia Cândida)

"Teca, não papa o peixinho, não?"

Teca não papou o peixinho. Teca apenas saciou a sede... Teca faz sempre assim.



miinheeeU

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Depois da Chuva












Mourelos. Domingo à tarde. Os primeiros ares de Outono, indeciso entre os verdes e os castanhos-vermelhos-amarelos. Descobri novas trilhas. Há muitas mais por descobrir... Molhei-me, mas não me constipei.




eU

Coração de Pedra



Numa praia de bruma, só para mim, num sábado à tardinha, encontrei um coração sobre um filão de cristal.
Era de pedra, mas latejava e buscava como os demais.
Talvez, através do filão da rocha-Mãe, conducente onde ninguém sabe, o coração de pedra tentasse transmitir uma mensagem extraordinariamente simples...







eU

Partilha


(Chez moi)

sábado, 11 de outubro de 2008

A-cerca de Mim



Do outro lado da cerca está o Mar.

A cerca sou...




... eU

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