Graffiti tule
Ouro pedra
Varanda chão
Ruína lustre
Pele vidro
Mulher boneca
Luz sombra
Real reflexo
Não há contraste
Não há fim
Não há princípio
Nada se vende
Nada se compra
Tudo se transforma
Eu? - o Meio sem meios.
A haver verdade: as coisas e a Alma, a Alma e as coisas são uma e a mesma coisa.
Um logotipo feito por mim, ainda no século passado (em 1999, para ser mais precisa), assim assumido como sendo da autoria, nem sem bem de quem... Assim usurpado, assim manipulado, assim, simplesmente, roubado...
I'm "spokeless", que é o grau acima de speechless... E daí, talvez não: falta de honestidade intelecutal e de criatividade não devia dar prisão, não; deveria dar queda de dentes, de cabelo, crescimento súbito do nariz e de orelhas de burro hirsutas e carracentas e, já agora, impotência perpétua.
*suspiro*
Pronto! Já me sinto um pouquinho melhor...
“Porque é que os nossos pais não fazem perguntas e só os filhos é que as têm de fazer? Porquê?”
E por que é que não podemos ser nós a partilhar as “respostas”, mesmo sem que tenham de nos fazer as perguntas de que estávamos à espera? (E “nisto” não há idades, sabes bem.)
Por que razão é que não podemos abrir a boquinha sozinhos e desentupir as palavras que nasceram para ser soltas? Por que razão preferimos viver entupidinhos, agarradinhos a esse misto viciante de revolta e pena de nós próprios?
E por que, por outro lado, somos tão espertinhos ao dizermos tantas outras coisas que nunca pediram para ser ditas, que tanto magoam e expõem os outros, e não dizemos, com a mesma naturalidade e secura, aquilo que é urgente que se saiba de nós? Aquilo que, realmente, nos libertaria? Mesmo sem que tenham que nos fazer as perguntas certas na hora certa? Os nossos pais, os nossos amigos, os nossos companheiros, os nossos psicólogos e, porque não, todos os outros não-nossos?
“Como foi o teu dia?” “Viste algo de diferente hoje?” “Foste ao cabeleireiro?” “Quer dançar?” “És feliz?” “Como te sentes?” “Precisa de ajuda?” “O que precisa, ao certo, para se sentir bem?” “O que queres que eu te faça agora?” “Alguém te fez mal?” “Que mal te fizeram?”…
Por que é que os outros têm de ter o valor de adivinhar o valor de uma pergunta? E nós, o desvalor de não conseguirmos formular as nossas próprias questões e de dizermos o que precisamos, mesmo tendo o cérebro, o aparelho fonador e todos os dedos operacionais?
Teremos medo por sabermos que as coisas jamais voltarão a ser o que eram depois da verdade partilhada? E a responsabilidade ser nossa, apenas por não terem sido os outros a perguntar? Ou preferiremos viver com e nos nossos segredos e cruzes de estimação, por sermos incompetentes para vivermos de outra forma? E por que haverá tantas questões a fazer sobre as perguntas… ?
Mas, olha: a resposta é "Sim". Não à pergunta que fizeste, mas a outra que nem chegaste a formular: se conseguimos descarregar os outros dos seus dramas que os impedem de fazer as perguntas...
Porque, no fundo, era isso, não era? Porque, no fundo, tu sabes e eu sei que quem não formula as perguntas também tem o seu tumulto de dramas e rol de perguntas por responder.
Sim, a resposta é, incondicionalmente, afirmativa. Podemos ajudar quem não sabe ou não quer fazer perguntas - apenas dando o exemplo: descarregando os nossos próprios dramas sem que tenham de nos fazer as perguntas “certas” na hora certa. Demasiado simples? Admito.
"A questão é" se queremos descarregar o fardo. Se sentimos necessidade de mudar e de deixar cair devagarinho os nossos segredos e as nossas cruzes, enquanto deixamos crescer algo que nos torna, assustadora e irremediavelmente, diferentes, mais leves, todavia, maiores. Essa insustentável liberdade e essa incomensurável coragem de assumir a Resposta.
E pode nem ser por palavras, tudo preto no branco. Pode até ser desenhando, pintando, cantando, fotografando, dançando, um "ando" qualquer, desde que a resposta vá surgindo…
Mas, quereremos? - Que, afinal, também não passa de um ponto de interrogação. Mas, desta vez, um que colocamos apenas a nós mesmos. Porque é em nós que tudo começa e tudo acaba. Mesmo que não tenhamos começo nem fim.
E, já agora, como te sentes?
Vamos dançar?...
(Selos brancos maçónicos - dois dos sui generis objectos que podem ser vistos nesta exposição.)
É aqui que decorre uma viagem pela República Portuguesa, pela Maçonaria e pela 2ª Guerra Mundial, até ao final do mês de Agosto.
Uma exposição de Coisas com Alma e História, adquiridas por Aires Henriques ao longo dos anos, com paixão, mas sem obsessão, para que mais mentes saibam e recordem, para que mais almas se expandam...
A prova, à disposição de todos, de que quem sonha e "põe mãos à obra", é capaz de tudo, mesmo sem ter de "vender a alma".
Parece que vitrines são bem vindas. Quem a/as tiver e puder ceder, para que se possam comprar e reunir mais Coisas, por favor, contactar: geral@avillaisaura.com / 236 485 246/ 919 856 297.
Bem hajam e, se estiverem por perto, não percam esta oportunidade única em todo o país.
“O reino de Deus não vem com aparência exterior. 21 Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.” (Lc 17:20-21)
E assim era naquele planeta.
Onde os sentimentos e os pensamentos dos seus habitantes sustentavam a realidade. Onde todos se sabiam responsáveis pelo que acontecia a si próprios, aos demais e em seu redor.
Onde todos sabiam que, fosse o que fosse que sentissem ou pensassem, haveria sempre repercussões ali ou algures e, ainda que o algures fosse distante, senti-lo-iam como se fosse dentro de si.
O reino já era dentro de cada Um, antes que todos vissem, porque ver, para aqueles habitantes, era apenas uma, entre tantas outras consequências, do Ser .
Todos se sabiam interligados, todos se liam à transparência, todos sabiam o que todos precisavam e o que cada Um precisava e todos se moviam nessa direcção, para manter o equilíbrio, que sabiam ser precário.
E o reino era dentro de todos e era só Um, sendo diferente em cada Um.
Assim, naquele planeta, cada criança aprendia, desde cedo, a Língua das Estrelas. Desde cedo, aprendia a falar com a Luz e a sombra dentro de si mesma.
Desde cedo, ela ia mudando, sucessivamente, de família, para que crescesse de forma plena, independente e sabendo que, antes de ter uma família biológica, pertencia ao Universo.
Desde cedo, cada criança sabia que o Universo queria a sua expansão e a expressão de todo o seu potencial, para o seu bem e para o Bem Supremo.
Desde cedo, cada criança sabia que era deusa e deus em evolução. Desde cedo ela sabia o fim daquela viagem, do mesmo modo que sentia que tinha que percorrer todo o caminho para saber que, finalmente, chegara e que fora ela a chegar.
Assim era.