Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Finalmente :-)


















Um maiúsculo BEM HAJA aos trabalhadores da Câmara Municipal de Gaia e a quem quer que esteja por detrás da ordem de limpeza das praias da nossa Gaya.
É verdade que o dinheiro e as estatísticas movem montanhas, mas a auto-motivação é sempre o mais eficaz dos combustíveis (não-poluentes).


“– É para o jornal, menina?” – Pergunta um deles com um sorriso aberto, enquanto depositava plásticos num camião.

“– Não, é para um blogue.” – Respondi, quase assertiva.

“– Se alguma vez na vida pensei vir a ouvir tal coisa!…” - Exclama outro, do areal, quando eu já me afastava.

Domingo, Fevereiro 07, 2010

Passas

Passas pela vida das pessoas
– Húmus e chuva em ebulição
Erecção-semente, com uma ténue ponta de afeição –

Passas pela vida e pelas pessoas
Que, estou em crer, não terão bem a noção
Que lhes fecundas os utensílios
Que lhes fertilizas a inquietação
Que as fazes aceder ao formigão donde não podem regressar

Passas e não sei se se apercebem
Ou apenas o não querem admitir
Que lhes instalas o Desassossego
O adubas como um cego
E [assobiando]
Desvaneces-te a seguir.


Suzana Guimaraens

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

"Homenagem à Rosinha"


















http://www.storm-magazine.com/arquivo/Artigos_Fev_Mar/Artes/LobatoFaria.gif

A pedido da Néné, que a conheceu pessoalmente na E.B.2/3 de Vila d'Este, e porque SIM.



Se eu morrer de manhã

abre a janela devagar

e olha com rigor o dia que não tenho.



Não me lamentes. Eu não entristeço:

ter tido a noite é mais do que mereço

se nem conheço a noite de que venho.



Deixa entrar pela casa um pouco de ar

e um pedaço de céu

- o único que sei.



Talvez um pássaro me estenda a asa

Que não saber voar

foi sempre a minha lei.



Não busques o meu hálito no espelho.

Não chames o meu nome que eu não venho

e do mistério nada te direi.



Diz que não estou se alguém bater à porta.

Deixa que eu faça o meu papel de morta

Pois não estar é da morte quanto sei.



Rosa Lobato de Faria



Domingo, Janeiro 31, 2010

















(Ponte D. Luís I da Ribeira do Porto)

Ontem à tarde na Rua de Santa Catarina

aos cães abandonados

Ontem à tarde na Rua de Santa Catarina cheguei ao pé de um estranho e disse-lhe um poema
: um poema qualquer, assim como quem dá uma flor sem nome com terra ainda agarrada à raiz;
Ele aceitou o poema
E viveu o poema
E de ter os olhos tão abertos
Engravidou do poema
(Sem pararmos de caminhar)
Só um Viralata atento nos marcava o passo
Entre as gentes e as montras cabisbaixas
De olhos a dar nos olhos
(Sem nunca pararmos de caminhar)

Quando, ao chegarmos à Batalha – já era noite e a flor prenhe havia adormecido –
Um vendedor de castanhas se abeirou
Para me dar uma dúzia delas embrulhadas em duas folhas do “Poema Contínuo”
Que eu [doce]
Comi
Em vez das castanhas
(Sem parar de caminhar)

Sete minutos depois
– No meio da Ponte D. Luís I e virados para o céu –
Paríamos
(Para podermos continuar)
Eu, o estranho
E o Cão
Um [poema-ascensor] ou uma bola de sabão


Suzana Guimaraens

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Homem que caminha






















No que pensará aquele homem que caminha? Na vida, na morte? Terá projectos? Saudades?
Por que andará sozinho, como eu - vezes que já perdi a conta?
"Areia não rima com lixeira…? Ou “e eu, como vim parar a esta praia?”
Será, assim, vago o meu vulto ao longo deste areal de plásticos-outrora-domésticos, como se Mar não fosse Casa?
Parecerei, assim, livre e alienada aos olhos dos que julgam que me vêem de longe?
Caminhamos numa praia que é de restos de espelhos.
Mais uns passos e… Afinal, é o meu pai :-)

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Spoken Word

a Dina Ferreira e a Patrícia Vaz

A poesia
A poesia
A poesia
É - pergunto - esse esvoaçar de asas transparentes de possessos anjos?
A poesia
- Pergunto -
A poesia
É esse levantar de pó e cinza celestes?
A ascensão das fezes e da urina em verso livre ou em rima?
Sumo pontífice, Hierofante
O Indescobrível?
Ou o Vómito, Deusa em mim?

E o corpo pede
(Poesia)
Mas o mundo fede
E a lama bruta invade
E talvez nunca chegue a saber como se mede
- a poeira e a cinza, sim -
Mas [nunca a poesia] e isto que somos
Porque já não é tão fácil encontrar trilhos
Porque entretanto o preto acinzentou
Porque já não há fascistas nem revolução
Só os carreiristas, os liberais capitalistas, os compulsivo-consumistas e a podridão dos excedentes
O contrabando legal de estupefacientes e os recipientes ambulantes
E é normal que a fome continue e que os jornais se continuem a comprar
A comprar e a ler como a bíblia- sem-Saramago.

Então a alma cede
E o mundo pede
(Sem saber, mas pede)
Poesia e justiça
- O labirinto e o fio de lã -
Mas a justiça perdeu-se algures fora do labirinto
E a poesia e a poesia e a poesia não aparece nem faz nada
A poesia
A poesia
A poesia
Apenas é a poesia e não pede para ser mais nada
Nem te pede rigorosamente nada
Para acreditar ou votar ou algemar ou imolar ou casar ou explodir
Nem sequer para rimar
Apenas o rigor da criação além prosa
E o amor pelo que crias
E a libertação do que crias
E seres a Santíssima Trindade na polpa dos dedos.

(Respira)

Não sabes
Nem entendes
Nem interessa, mas
És.

Então a rosácea estremece
A mão obedece
E é aí que desce
A poesia
A poesia
A poesia.

E não pões pão na boca de ninguém
Nem na tua
Mas és a mãe e és a cria
E és livre até de ti
Porque afinal sempre foste
Tu
A poesia.


Suzana Guimaraens

Domingo, Janeiro 24, 2010

Ser

Luciferinas abróteas saltam das campas sempre que prego o sermão do Padre António Vieira ao ciclamens do vizinho
: é esta indiferença das flores que me faz querer [ser] uma
Fora de época
Alheia ao paradigma e ao passado circular

Uma flor de colecção
Única e inestimável
Como uma orquídea de Lalique
[desabrochando entre um cardume]


Suzana Guimaraens

Era um chá de jasmim


Sábado, Janeiro 23, 2010

: Acordei

: Acordei com os olhos
Virados para dentro
E descobri que sou um beijo


Suzana Guimaraens

Quarta-feira, Janeiro 20, 2010

Que cabeça hei-de usar amanhã?

Terça-feira, Janeiro 19, 2010


Quarta-feira, Janeiro 13, 2010





















(Tomar)

Domingo, Janeiro 10, 2010

Porto Kitsch ou um porto somos nós

O meu coração tem um porto
E esse porto um coração.

Aqui é vivo o que era morto
E já não se faz como fazia:
Em tertúlias de cinema de autor e poesia
O que pensava, agora sente
E se mentia, já não mente.

Continuam os pregões, os palavrões,
Os engatatões e os “morcuões”
Agora ao serviço de um granito mais fundo
E cada cidadão um aldeão do mundo
Cada um, o feiticeiro e o feitiço
Cada um, um porto-coração.

Aqui todos dançam e todos dão
(Dão-se tanto!)

E é sem pranto
Que acolhem os náufragos
De tão incandescentes
Dentro do músculo
De mente em branco
Sem pontuação
Sem que a dança pare

Aqui, estes corações-porto,
- Outrora dispersos –
Reunidos pela excitação magnética
De serem um mega-porto
- Que não acolhe a indiferença e que faz toda a diferença -
Rodopiam tanto,
Entre a música e as palavras certas,
Que ficam brancos
Até tudo ficar Branco
Até tudo [rebentar, ficar leve e rarefeito].

Mas ninguém se importa
- Aqui apenas se aporta -
Porque este Porto é assim mesmo:
Longitude e latitude em mutação
Tsunami-unguento em erecção
Bailado de quartzo e feldspatos,
Poema-terramoto de magnitude desconhecida.

E, sarada a ferida,
(Que ninguém via)
É da suma importância,
(Mesmo que ninguém veja)
Que um coração-Porto ascenda da água aos céus
Para que se levantem os véus
Para que uma Cidade
O seja.



Suzana Guimaraens

Domingo, Janeiro 03, 2010

Partilho o gelo

Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

Let's

Reflectir. Porque Natal e Carnaval são todos os dias. Porque “nada se cria, nada se perde”, tudo se interliga. Porque umas pessoas parecem que se vão, mas ficam mais do que nunca. Porque outras parece que aparecem, mas sempre estiveram. Porque eu posso renascer sempre que eu quiser, mas preciso de rituais. Porque eu sou um ser humano e esta noite vou usar cuequinha cor-de-rosa nova, sim senhoras e senhores… Porque, embora a minha vida apenas comece aos 38 - o mais tardar - eu já ressuscitei há milénios. E 2010 não será um ano qualquer, nem mais um ano. E não é para se ter medo dos relâmpagos, nem dos ventos, nem dos movimentos das placas tectónicas. É, repito, para se sorrir em tempo real. Que é [o tempo que fazemos].
Agora, sim, “let’s dance!”...

Terça-feira, Dezembro 29, 2009

Eu a ensaiar

Sábado, Dezembro 26, 2009

sem título

Simon est mort
Simon está muerto
Simon is dead

e não terá sido inédito: leucemia rimou com pneumonia
enquanto ele ia; todavia, não devia
porque a saudade da companhia certa faz, por vezes, tocar à campainha errada
e parecem meras letras escritas em cima da cabeça,
porém é essa a ilusão

e os corrompidos até poderão esfregar as mãos pelo seu pretenso silêncio
e o cabelo dela ainda ondular no ar depois desse gesto hierático
– como um berilo –
e até o teclado apoderar-se do pó e da cinza,
mas é a saga da ilusão
porque os corrompidos não entenderam que o seu rouge é de longa duração
(como as pilhas de alguns gatos)
assim como não compreenderam que
a liberdade foi a prenda que ele se ofereceu neste Natal
e a ela
uma liberdade por embrulhar
por ser [demasiado exacta]
daquelas que aliciam a continuar jornadas
(na sua pretensa ausência)
para que ela acreditasse na presença deles
e na nossa
bem como nestas palavras

: que ele sempre soube que ninguém precisava de ninguém para se proteger,
mas havia palavras por dizer que foram ditas
– como águas-marinhas –
palavras que fizeram vidas
e mais palavras que atestaram outras
que irão continuar
e agora
Simão morreu,
mas não é a morte:
“é a vida!”
e a vida não é [Coisa] para chorar


Suzana Guimaraens

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

:-)





















A Rita foi das minhas primeiras bonecas.
Há dias partiram-lhe, sem querer, o braço esquerdo, mas já está como nova e com uma cicatriz para contar a história.
A estrela de latão fui eu que a fiz para enfeitar a toca. Só me sobraram mais duas; mas, no conjunto, é mais do que o suficiente.
Nesta quadra, a Rita chama-se Mãe do Mundo e a estrelinha é a sua mensagem que nos diz que não precisamos de ter frio, nem ter esperança - apenas [deixar] a alma sorrir em tempo real.
Felizes [todos os] dias...

Domingo, Dezembro 20, 2009

Procuro

sou este bicho-da-sede
e procuro mais bichos
que queiram tecer cascatas ascendentes
até ao âmago sucoso do mais simples
pelo rumo dos fios mais singelos das folhas da
árvore maior

é meu desejo
não
ser nada
a não ser
ser bicho
com muitos mais bichos
e
com esses muitos mais bichos
- imunes aos insecticidas e às clivagens térmicas -
escolher a consagração à seda fotónica


e é tão simples e é tão simples
e
é
tão
[tão simples]
ser bicho-da-sede-de-luz
fora do tempo
sentir sede sentir sede sentir sede
bicho sedento impaciente
beber tecer beber tecer beber tecer
bicho diligente demente

mergulhar por esse novo tecido acima
desta suma amoreira luzente
- sem relógio sem mapa sem medo -
adentro tronco suculento
até à Vida por afogamento
ou outra [Coisa] qualquer…


Suzana Guimaraens

Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

"Oui, c'est moi..."

Pois...

Também peço cada coisa :o)

Poemas com a palavra "pedra(s)"! Tssddt! Como se as pessoas não tivessem mais nada para fazer...
Como se alguém viesse a este blogue perder tempo! *Ai ai*

Segunda-feira, Dezembro 14, 2009

Precisa-se

Precisa-se de "poemas com pedras" para aqui:

http://www.pedrassuspiram.blogspot.com/


Aberto o casting a partir de... Agora :-)

Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

Perco a coragem

- Preciso expandir-me, aperfeiçoar-me...
- O Universo também.
- ... mas, por vezes, perco a coragem...
- Assim, o Universo também perde.
- E quem sou euzinha para influenciar o Indescritível?
- És um coração dentro de um coração dentro do coração de um só Organismo - o teu - que se quer maior e mais perfeito.
- "Assim na Terra como no Céu"?
- Sempre assim foi - mas parece que, por vezes, perdes a coragem, como se ainda houvesse tempo.

Sábado, Dezembro 05, 2009

O meu namorado





















É forte e salta do 3º andar.

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Gosto de...

















Árvores, Céus e Pássaros.

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Rua das Flores

Vende? Compra.

Graffiti tule
Ouro pedra
Varanda chão
Ruína lustre
Pele vidro
Mulher boneca
Luz sombra
Real reflexo
Não há contraste
Não há fim
Não há princípio
Nada se vende
Nada se compra
Tudo se transforma

Eu? - o Meio.



Suzana Guimaraens

Terça-feira, Novembro 24, 2009

Marcadores de Livros






















Cada um é uma Coisa única (sim: desenhado e pintado à mão).
Cada um custou-me cinco euros (sim: perdi a cabeça).

Mas há mais, muito mais, para além de marcadores. Para vosso deleite - simples! - basta ir à casa ao lado.


Terça-feira, Novembro 10, 2009

Para Vós




















(Tirada em Tomar)

Fim?

Fim? Não, obrigada.

Felicidade? Sempre que quisermos.


Abraç*-Vos

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Transformação, talvez.




















(Perto da "minha" Praia)

Há que dizê-lo: mesmo em criança nunca fui muito nessa coisa de "finais felizes". Não por não aceitar a felicidade enquanto conceito e realidade tangível; mas porque a existência de um princípio, bem como a de um fim, nunca tiveram o sentido profundo que buscava.
Faltava sempre, sempre qualquer coisa... E o antes e o depois? Sendo que, haveria um "antes" e um "depois"?
Terão os heróis sido privados do seu direito à involução ou à evolução, apenas porque alguém decretou um Era uma vez... e um ... e viveram felizes para sempre?

Mas, falemos de transformação e: talvez! Não à guisa de Alfred Hitchcock, Antoine Lavoisier ou à de alguns físicos quânticos. À minha guisa, mesmo, com todos os meus arcaismos, paradoxos e bancos vazios.

Até sempre.

Domingo, Novembro 08, 2009

Final Feliz





Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Palavras de um Sábio

"Os cabelos brancos são mais fortes e mais indisciplinados."

Hugo Guimarães


Confirmo-o empiricamente: vejo-os a aparecer todos os dias e aprecio, serena e orgulhosamente, esta indisciplina e força crescentes...
"Quem sabe, sabe!"

Ritual


















Gosto de dançar ao som do vento e do crepitar do fogo.

Intuição

"O conhecimento intuitivo possui um carácter de certeza que levou Espinosa a considerar a ciência intuitiva como a mais alta forma de conhecimento."

C. G. Jung


Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Porto... Somos Nós ;-)





















(Montagem de Bambi com coordenação gráfica de Néné)

Para a Néné e para o Bambi























Está viva! Ela e nós.
Não sei se vos tinha dito, mas gosto delas vivas, de raiz na Terra e pétalas no Ar.

Bem hajam... Porque convosco a vida é mais Vida.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

"Mas que coisa!!..."



Um logotipo feito por mim, ainda no século passado (em 1999, para ser mais precisa), assim assumido como sendo da autoria, nem sem bem de quem... Assim usurpado, assim manipulado, assim, simplesmente, roubado...

I'm "spokeless", que é o grau acima de speechless... E daí, talvez não: falta de honestidade intelecutal e de criatividade não devia dar prisão, não; deveria dar queda de dentes, de cabelo, crescimento súbito do nariz e de orelhas de burro hirsutas e carracentas e, já agora, impotência perpétua.
*suspiro*

Pronto! Já me sinto um pouquinho melhor...

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Tal fora, tal dentro






Terá a castanha consciência de que um dia fora una com o ouriço - veludo e espinhos?


Sábado, Outubro 24, 2009

Uma vez por outra, lá nos veremos...

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Para Z

Mulher do olho de vidro, punhas de molho o olho e os teus remorsos, em água choca, num copo de vidro, para adormeceres com um buraco, como um buraco, imenso e disforme, tu e o vidro – e mais ninguém. E foi só para ver se morreste – e não por bem – que fui ao teu funeral – com mais ninguém. Leva contigo o meu inferno, onde hás-de arder, devagar e de mansinho, por decreto meu e de toda a tua família – que sente nojo, sim, mas só do olho, pobrezinho! – E, ainda meia cadáver e já em brasa, o teu olho há-de saltar e eu logo o hei-de apanhar para brincar aos berlindes da varanda do 7º andar da minha nova casa…

Para Q?

Para que serve uma boca
que não fala?
Para que serve um corpo
que não se sente?
Para que serve um talento
que não se materializa?
Para que serve um olho - sempre aberto -
que não (se) vê?

Domingo, Outubro 11, 2009

- Dada... ?






















- Sim.

- :-)

Sábado, Outubro 10, 2009

Or-acções

- Dada?

- Sim?

- Faz alguma diferença eu não pedir recibos no multibanco pensando poupar árvores, não usar sabonete líquido pensando evitar fazer-se mais plástico, usar lâmpadas económicas e retirar os carregadores das fichas e...

- Sim, toda.

- Toda?

- No teu universo que, afinal, é o universo de todos.

- Mas sinto-me alienada, ridícula, até, ao empenhar-me em gestos tão insignificantes, que mais me parecem perdidos...

- Os teus gestos simples são orações acompanhadas de acção.
São or-acções que brotam do teu coração, do coração do Planeta - que tu anseias apaziguar - e do âmago do próprio Cosmos.
Todos esses corações são um e o mesmo Coração em diferentes escalas, para onde se dirigem os teus actos, apenas nas tuas palavras, perdidos... Limpando, curas. Curas-te.
O Coração apenas Um: n a d a l h e s c a p a.

(silêncio)

- Dada?

- Sim?

- Este "Nosso" Coração sente que as or-acções são ainda muito poucas...

- "Ainda". Mas até uma grande epopeia começa com apenas uma pequena, quase perdida, palavra...

Para Ti

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Pedras Vivas







Vi-as e, iria jurar, elas a mim.
É daquelas coisas que gostaria de ter sido eu a almar...

Domingo, Outubro 04, 2009

Porquê o porquê?

Porque é que os nossos pais não fazem perguntas e só os filhos é que as têm de fazer? Porquê?”

E por que é que não podemos ser nós a partilhar as “respostas”, mesmo sem que tenham de nos fazer as perguntas de que estávamos à espera? (E “nisto” não há idades, sabes bem.)

Por que razão é que não podemos abrir a boquinha sozinhos e desentupir as palavras que nasceram para ser soltas? Por que razão preferimos viver entupidinhos, agarradinhos a esse misto viciante de revolta e pena de nós próprios?

E por que, por outro lado, somos tão espertinhos ao dizermos tantas outras coisas que nunca pediram para ser ditas, que tanto magoam e expõem os outros, e não dizemos, com a mesma naturalidade e secura, aquilo que é urgente que se saiba de nós? Aquilo que, realmente, nos libertaria? Mesmo sem que tenham que nos fazer as perguntas certas na hora certa? Os nossos pais, os nossos amigos, os nossos companheiros, os nossos psicólogos e, porque não, todos os outros não-nossos?

“Como foi o teu dia?” “Viste algo de diferente hoje?” “Foste ao cabeleireiro?” “Quer dançar?” “És feliz?” “Como te sentes?” “Precisa de ajuda?” “O que precisa, ao certo, para se sentir bem?” “O que queres que eu te faça agora?” “Alguém te fez mal?” “Que mal te fizeram?”…

Por que é que os outros têm de ter o valor de adivinhar o valor de uma pergunta? E nós, o desvalor de não conseguirmos formular as nossas próprias questões e de dizermos o que precisamos, mesmo tendo o cérebro, o aparelho fonador e todos os dedos operacionais?

Teremos medo por sabermos que as coisas jamais voltarão a ser o que eram depois da verdade partilhada? E a responsabilidade ser nossa, apenas por não terem sido os outros a perguntar? Ou preferiremos viver com e nos nossos segredos e cruzes de estimação, por sermos incompetentes para vivermos de outra forma? E por que haverá tantas questões a fazer sobre as perguntas… ?

Mas, olha: a resposta é "Sim". Não à pergunta que fizeste, mas a outra que nem chegaste a formular: se conseguimos descarregar os outros dos seus dramas que os impedem de fazer as perguntas...

Porque, no fundo, era isso, não era? Porque, no fundo, tu sabes e eu sei que quem não formula as perguntas também tem o seu tumulto de dramas e rol de perguntas por responder.

Sim, a resposta é, incondicionalmente, afirmativa. Podemos ajudar quem não sabe ou não quer fazer perguntas - apenas dando o exemplo: descarregando os nossos próprios dramas sem que tenham de nos fazer as perguntas “certas” na hora certa. Demasiado simples? Admito.

"A questão é" se queremos descarregar o fardo. Se sentimos necessidade de mudar e de deixar cair devagarinho os nossos segredos e as nossas cruzes, enquanto deixamos crescer algo que nos torna, assustadora e irremediavelmente, diferentes, mais leves, todavia, maiores. Essa insustentável liberdade e essa incomensurável coragem de assumir a Resposta.

E pode nem ser por palavras, tudo preto no branco. Pode até ser desenhando, pintando, cantando, fotografando, dançando, um "ando" qualquer, desde que a resposta vá surgindo…

Mas, quereremos? - Que, afinal, também não passa de um ponto de interrogação. Mas, desta vez, um que colocamos apenas a nós mesmos. Porque é em nós que tudo começa e tudo acaba. Mesmo que não tenhamos começo nem fim.

E, já agora, como te sentes?

Vamos dançar?...

E depois, tu

E depois, tu

Por uma força qualquer no arco das ramadas,
aprendi a iludir a insónia
com voltas muito certas de massa folhada ou bilros
e a não deixar a fruta sucumbir.

Por uma força qualquer no rigor da sombra,
habituei-me ao desenho das rotundas
e ao papel do vento nos relógios.

Aceitei por fim uma certa forma de medir o sal,
de pesar o medo, de não desconfiar do silêncio das portas
ou da firmeza dos cabides.

Havia uma regra, uma força qualquer no arco das ramadas
e no rigor da sombra.

E depois, tu.


David Fernandes


Pelo "rigor" de certas coisas...

Domingo, Setembro 27, 2009

Ouro, sim.





















O Seu Olhar Dourado e o Seu Coração Dourado captaram um momento Dourado.
Só quem está conectado ao Ouro compreende o Ouro. Não o ouro de mina que mina, não. É Ouro de cima, que contagia e amplia, que jamais oxida. Não é: "é a vida!" (vidinha de mineiro...) - é Vida! É o Filão. O derradeiro contacto.
Que se expanda, pois, o Ouro no tempo e no espaço. Que estes momentos dourados reverberem através de nós, até ao âmago dos outros seres - que também se querem dourados - e se convertam em mais do que meras orações e minutos esparsos. Que a alquimia aconteça entre campos de trigo, mergulhos ao pôr-do-sol, filas de trânsito...
Asas para quê?! Se já somos? Se, assim mesmo, voamos cada vez mais alto? Se, assim mesmo, ofuscamos cada vez mais? Se, assim mesmo, é que vale mesmo a pena?

"Que assim seja." Assim já é.

Domingo, Setembro 06, 2009

9-9-9

Quarta-feira, Setembro 02, 2009


















(Carvalhais - S. Pedro do Sul)

Quem é Dada?

- Quem é Dada?

- Dada é uma criança de dois anos e meio e, não, não tem, rigorosamente, nada que ver com o Dadaísmo.

- Porquê Dada?

- Dada, porque dar, sem querer receber nada em troca, é a coisa mais bonita; mas desafio, quem tiver tempo, vontade e loucura suficientes, a providenciar qualquer outra explicação... Acho que Dada iria gostar.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

"Chegámos à Lua... E agora?"


Esta foi a fotografia possível de um anel chamado "Chegámos à Lua... E agora?" que encontrei, por feliz acaso, na feira medieval de Santa Maria da Feira.
Um anel para usar, para contemplar, para sentir...? Não cheguei a uma conclusão - seria para chegar? - a não ser que estava perante uma coisa com alma.

"Chegámos à Lua" e não existia um único computador operacional, um único jogo de tabuleiro, um único CD interactivo na ínfima sala de Educação Especial de uma escola pública, que albergava diariamente, e em simultâneo, 14 alunos com "Necessidades Educativas Especiais de Carácter Permanente", com os quais era suposto implementar um "Programa Educativo Individual".
"Chegámos à Lua" e há pessoas a morrer de fome enquanto escrevo e há, até, quem lhes tire fotografias e ganhe um prémio com isso.

Não é, todavia, isto que somos, nem é este o nosso ponto de chegada. Na verdade, não é preciso ir muito longe para encontrar "destinos" importantes. Talvez, até, seja mais importante o caminho do que o destino. Talvez o caminho seja "daqui-ali", daqui-aqui... Estamos a descobrir.
Podemos ver mais peças, para envergar e/ou despoletar emoções e eventuais conexões com o que, realmente, somos, aqui: New-Karma.
Boa viagem.


Tu sabes

- Dada?

- Sim?

- Somos tantos...

- São.

- E se começássemos a pensar em usar veículos a hidrogénio ou a electricidade?

- Mais tarde ou mais cedo, fá-lo-ão.

(Silêncio)

- Dada?

- E por que não já?

- Pela mesma razão que não se concretizam tantas outras coisas que já poderiam e deveriam existir.

- Que é qual?

- Tu sabes. Apenas não te lembras.

(Silêncio)

- Dada?

- Sim?

- A minha memória desperta a carvão...

Sábado, Agosto 22, 2009

Iphiclides podalirius
























(Jardim da Rosa Maria)



Segunda-feira, Agosto 17, 2009

Por onde andam esses caminhos?

Por onde andam esses caminhos de amoras que se derretiam na mão antes de chegar à boca? Perderam-se os trilhos das vozes, a sussurrar por detrás dos arbustos, paralisando os passos? Por onde esse deambular sem vivalma à frente, horas a fio, a desejar as boas tardes às borboletas e aos seres entre os rochedos? Onde prosseguem esses passos mornos sem tempo, rumo à dança das andorinhas e das fadas loucas que, juntas, liquefaziam um Sol que se deixava escorrer, desfeito e terno, no Céu e no Mar? Por onde se palminha, agora, nesse expirar calaceiro da Terra, aguardando - em silêncio odoroso - as cigarras e o código morse dos pirilampos? Onde se perde esse rodopio de rosto cheio em busca da Lua - nesses caminhos até à areia molhada, tropeçando, rindo, caindo e rindo, até se adormecer - já a meio do Sonho?

Domingo, Agosto 09, 2009

Onde está a Poesia?

Segunda-feira, Agosto 03, 2009

Wesir e a Orquídea

Jornais

Eu, que não vejo televisão nem leio o jornal, partilho:

"Assine e recicle os seus jornais. Os assinantes de jornais podem poupar cerca de 50 por cento do preço de capa, assim como uma viagem às bancas. Cada ano, dez milhões de toneladas de jornais ainda são atiradas para os aterros e não são recicladas. Se apenas metade disto fosse reciclada, poupar-se-ia setenta e cinco milhões de árvores."


in O Livro Verde de Elizabeth Rogers e Thomas Kostigen

Sábado, Agosto 01, 2009

Reunião II

Reunião I

Gâyatrî Mantra

<

Om Bhur Bhuvah Swaha
Tat Savitur Varenyam
Bhargo Devasya Dhimahi
Dhiyo Yonaha Pracho Dayat Om


We meditate on the glory of the Creator;
Who has created the Universe;
Who is worthy of Worship;
Who is the embodiment of Knowledge and Light;
Who is the remover of all Sin and Ignorance;
May He enlighten our Intellect.



O Mantra Gâyatrî terá sido registado pela primeira vez no Rig Veda (iii, 62, 10), em Sânscrito, há cerca de 2500 a 3500 anos atrás. Segundo várias fontes, este mantra (à semelhança de tantos outros) foi cantado ao Criador durante várias gerações antes desse primeiro registo.
Agora, porém, perante a alteração de paradigma neste planeta/ sistema solar, Nós somos, já, co-criadores que se auto-reverenciam, uma vez que incorporámos (ou estamos em processo de incorporar) a Luz e a Sombra em Nós. Ao ser entoado, o mantra deve, portanto, ser dedicado a Nós mesmos e ao Universo ("Mudam-se os tempos...").

Sexta-feira, Julho 31, 2009

Viagem no Tempo

















(Selos brancos maçónicos - dois dos sui generis objectos que podem ser vistos nesta exposição.)


É aqui que decorre uma viagem pela República Portuguesa, pela Maçonaria e pela 2ª Guerra Mundial, até ao final do mês de Agosto.

Uma exposição de Coisas com Alma e História, adquiridas por Aires Henriques ao longo dos anos, com paixão, mas sem obsessão, para que mais mentes saibam e recordem, para que mais almas se expandam...

A prova, à disposição de todos, de que quem sonha e "põe mãos à obra", é capaz de tudo, mesmo sem ter de "vender a alma".

Parece que vitrines são bem vindas. Quem a/as tiver e puder ceder, para que se possam comprar e reunir mais Coisas, por favor, contactar: geral@avillaisaura.com / 236 485 246/ 919 856 297.

Bem hajam e, se estiverem por perto, não percam esta oportunidade única em todo o país.

Sábado, Julho 18, 2009

Agora respiram aqui....

httt://pedrassuspiram.blogspot.com

Domingo, Julho 12, 2009

Peguei nos teus olhos



Segunda-feira, Julho 06, 2009

Sequência Única

Recebi, agorinha, via email:

"ÀS QUATRO HORAS, CINCO MINUTOS E SEIS SEGUNDOS DO DIA 7 DE AGOSTO DESTE ANO,

O TEMPO E A HORA SERÃO:

04:05:06 07/08/09

ESTA SEQUÊNCIA NUNCA ACONTECERÁ DE NOVO."


É no meu aniversário. Coisa com piada, mas prometo que não vou dar em numeróloga...

Domingo, Julho 05, 2009

"Minha cuôisa bóua"...



















... Já tem nome. Começa por W.

7

Sendo que os números são coisas e eu tenho esta coisa de querer misturar a Alma nelas, aqui vai…

Segundo Pitágoras, o 7 é o símbolo gráfico sagrado e perfeito de qualquer manifestação do Divino, tanto na Terra, como no Kosmos ("assim na Terra, como no Céu...").
Deste modo, temos:

7 dias da Criação
7 raios da Luz sem fim
7º Céu
7 Arcanjos do trono de Deus
7 degraus da escada de Jacob
7 planetas sagrados com aura astro-etérea de ascenção astrológica até à perfeição
7 cores do arco-íris
7 dias da semana
7 notas musicais
7 artes
7 chakras principais
7 grupos de vértebras
7 orifícios do crânio
7 virtudes humanas
7 pecados capitais
7 anos para cada fase

E deve haver mais - nós é que ainda não sabemos...

Já agora e (como se fora) só a título de curiosidade, nasci num dia 7 e somando a minha data de nascimento, “noves fora”, dá... Adivinhe.

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Mergulho em Ágape

Domingo, Junho 28, 2009

"Oh, patiêgo, olh'ó balonhe!..."





















E ali ficámos a olhar - assumidos patêgos - a vê-lo a afastar-se... Até ficar pequenino, do tamanho de todos os outros, de tantas dezenas de outros... Até desaparecer, como tantas outras coisas.

"Pede um desejo..."





















E eu pedi...

Segunda-feira, Junho 15, 2009

R & S

- Mamã...?
- Sim?
- Quantos bem hajas caberão num blogue...?
- Os que tu sentires.
- Mas, Mamã, são tantos...
- Nesse caso, esquece o blogue.
- Esqueço, mas posso deixar os bem hajas transbordar, que tu sentes..?
- ...





Sexta-feira, Junho 12, 2009

Continuo...



















... assim, sem ver nada, vendo tudo.

Domingo, Junho 07, 2009

Depois da queda-ascenção



















Cravinas para mim e para Ti.

Depois do banho

para Ti

















Para que o aroma se entranhe em ti como tu no meu peito, para que as asas velhas e sábias nos aproximem e nos ensinem a voar melhor, para mais alto, para mais Perto, para que as pétalas nos acariciem e as cores nos amaciem a aura e nos curem e nos curem e nos curem...

Quarta-feira, Junho 03, 2009

Asa quebrada

Estranhei como se deixou "apanhar" tão facilmente...
Talvez ali tenha pousado para nunca mais levantar voo. Jamais saberei.
Vi-a pousar e não pude senão agradecer-lhe o privilégio.
Não pude, também, deixar de pensar que qualquer voo pode ser o último. Que qualquer inspirar, qualquer expirar pode ser o último. Estamos aqui por empréstimo... Somos meros convidados. Aproveitemos, pois, as asas.

Terça-feira, Junho 02, 2009

Procura-se

Segunda-feira, Maio 25, 2009

para Ti



















(Lake District)

Segunda-feira, Maio 11, 2009

Não me ca n so


Image Hosting by Picoodle.com

Entre Nós

“O reino de Deus não vem com aparência exterior. 21 Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.” (Lc 17:20-21)


E assim era naquele planeta.
Onde os sentimentos e os pensamentos dos seus habitantes sustentavam a realidade. Onde todos se sabiam responsáveis pelo que acontecia a si próprios, aos demais e em seu redor.
Onde todos sabiam que, fosse o que fosse que sentissem ou pensassem, haveria sempre repercussões ali ou algures e, ainda que o algures fosse distante, senti-lo-iam como se fosse dentro de si.
O reino já era dentro de cada Um, antes que todos vissem, porque ver, para aqueles habitantes, era apenas uma, entre tantas outras consequências, do Ser .
Todos se sabiam interligados, todos se liam à transparência, todos sabiam o que todos precisavam e o que cada Um precisava e todos se moviam nessa direcção, para manter o equilíbrio, que sabiam ser precário.
E o reino era dentro de todos e era só Um, sendo diferente em cada Um.
Assim, naquele planeta, cada criança aprendia, desde cedo, a Língua das Estrelas. Desde cedo, aprendia a falar com a Luz e a sombra dentro de si mesma.
Desde cedo, ela ia mudando, sucessivamente, de família, para que crescesse de forma plena, independente e sabendo que, antes de ter uma família biológica, pertencia ao Universo.
Desde cedo, cada criança sabia que o Universo queria a sua expansão e a expressão de todo o seu potencial, para o seu bem e para o Bem Supremo.
Desde cedo, cada criança sabia que era deusa e deus em evolução. Desde cedo ela sabia o fim daquela viagem, do mesmo modo que sentia que tinha que percorrer todo o caminho para saber que, finalmente, chegara e que fora ela a chegar.
Assim era.


"SAITI IMU
SARUAH IKU
SAITI SARUAH IMU
SAITI IMU
SARUAH IKU
SAITI SARUAH IMU
SAITI"

Domingo, Maio 10, 2009

Gosto de...

... estar sentada no granito a escrever.
Gosto do cheiro do alecrim misturado com a flor de laranjeira.
Gosto das minhas unhas por pintar.
Gosto quando as borboletas pousam em mim.
Gosto quando as joaninhas passeiam por mim.
Gosto que eles posem para mim.
Gosto de ampliar as flores mais discretas.
Gosto da formiga que sai do carreiro e descobre a migalha maior.
Gosto de aprender através do coração dos que sabem.
Gosto quando as palavras curam.
Gosto de gostar.

Sexta-feira, Maio 08, 2009

Não quero ca n sar-me...

Gosto de...

... chapéus de fada ao sabor da brisa.

contador gratis